O presidente da estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), decease Carlos Villegas, viajará ao Brasil para pedir “transparência” na definição dos volumes de gás que o segundo país importará a partir de maio, informa hoje a imprensa boliviana.
Villegas confirmou na rádio estatal sua viagem nas “próximas semanas” para se reunir com responsáveis da Petrobras, e disse que já pediu à empresa brasileira que concretize as quantidades de gás boliviano que comprará a partir de maio, para que Bolívia tenha “certeza”.
“Com total transparência, que nos digam quanto (gás) comprará a partir de maio”, pediu Villegas, ex-ministro de Hidrocarbonetos e de Planejamento do Desenvolvimento.
Na semana passada, Villegas denunciou que o Brasil não cumpria os volumes de gás comprometidos, já que vem comprando cerca de 20 milhões de metros cúbicos diários, o que a Petrobras negou.
Segundo a empresa brasileira, não se deixou de comprar o mínimo mensal fixado em 19,25 milhões de metros cúbicos diários de média, nem o anual de 24,06 milhões de metros cúbicos diários.
No entanto, a companhia petrolífera boliviana toma como referência um acordo alcançado por representantes dos Governos dos dois países em janeiro, pelo qual, afirma, o Brasil se comprometeu a importar 24 milhões de metros cúbicos diários.
No ano passado, o Brasil comprava cerca de 31 milhões de metros cúbicos diários, mas sua demanda caiu em mais de um terço quando a intensa temporada de chuvas transformou em melhor opção a energia gerada pelas hidrelétricas.
A Petrobras esclareceu que deve, “a partir das próximas semanas”, consumir mais gás boliviano, até níveis “provavelmente superiores” a 24 milhões de metros cúbicos diários.