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Economia

Bolívia e Brasil avaliarão negociação sobre novos investimentos energéticos

Arquivo Geral

11/12/2007 0h00

Os Governos da Bolívia e do Brasil se reunirão amanhã para avaliar o avanço das negociações sobre os novos investimentos energéticos que a Petrobras pretende efetuar no país andino, salve informaram hoje fontes oficiais.

O ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Carlos Villegas, anunciou durante uma entrevista coletiva o encontro que terá amanhã em La Paz com seu colega brasileiro de Minas e Energia, Nelson Hubner.

Villegas não quis antecipar detalhes sobre a agenda da reunião e se limitou a comentar que os “resultados” da negociação entre os dois Governos serão conhecidos na próxima segunda-feira, durante a visita à Bolívia do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Lula chegará no domingo a La Paz para se reunir com seu colega boliviano, Evo Morales, e com a presidente do Chile, Michelle Bachelet, e anunciar as obras de um corredor bioceânico que vai atravessar os três países.

Os Governos da Bolívia e do Brasil também prevêem anunciar na próxima segunda-feira a criação de uma sociedade entre as empresas petrolíferas estatais Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e Petrobras.

A Petrobras tem previstos novos investimentos na Bolívia no valor de cerca de US$ 750 milhões, sustentou o assessor especial para Assuntos Internacionais de Lula, Marco Aurélio Garcia, em entrevista publicada no final de semana no jornal La Razón, de La Paz.

A petrolífera brasileira, a maior companhia estrangeira na Bolívia, foi uma das mais afetadas pela decisão do presidente Morales de nacionalizar os hidrocarbonetos, embora muitos críticos tenham dito que na realidade esta medida consistiu apenas em uma reforma tributária.

Desde então, a Petrobras somente faz os investimentos necessários para manter as atividades que desenvolve no país.

Na semana passada, o ministro Villegas reconheceu que houve tensões com a Petrobras, “como sempre existem em uma relação contratual”, mas assegurou que o importante “é que Bolívia e Brasil jamais se distanciaram como Governos”.

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