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Economia

Boeing finaliza aquisição do fornecedor Spirit

Compra visa integrar operações, reforçar controle de qualidade e expandir capacidades em defesa e aviação comercial após desafios recentes da fabricante

Redação Jornal de Brasília

08/12/2025 18h09

Foto: AFP/Arquivos

Foto: AFP/Arquivos

A Boeing anunciou, nesta segunda-feira (8), ter finalizado a aquisição do fornecedor aeroespacial Spirit AeroSystems, uma manobra que vai permitir operações mais fluidas e melhorar o controle de qualidade da gigante americana da aviação.

A conclusão do acordo anunciado em julho de 2024 chega em um momento “crucial” para a Boeing, segundo sua diretora-executiva Kelly Ortberg. O acordo totaliza 8,3 bilhões de dólares (R$ 45 bilhões, na cotação atual), incluindo a dívida da Spirit assumida pela Boeing.

“Ao dar as boas-vindas aos nossos companheiros e unir nossas duas companhias, nosso foco é manter a estabilidade para que possamos seguir entregando aviões de alta qualidade, serviços diferenciados e capacidades de defesa para nossos clientes e a indústria”, manifestou-se Ortberg.

A Spirit, com sede em Wichita, no Kansas, fabrica fuselagens para aviões comerciais, assim como peças-chave para projetos de defesa e espaço.

A conclusão do acordo se segue às aprovações antimonopólio nos Estados Unidos e na Europa, que incluíram a venda para a Airbus de todos os negócios da Spirit, que atualmente abastecem o grupo aeroespacial europeu, principal concorrente da Boeing.

A transação ocorreu à Spirit com a Boeing cerca de duas décadas depois que a Boeing vendeu seus ativos em uma transação que os executivos argumentaram que reduziria custos e melhoraria a “integração de sistemas em larga escala”.

No entanto, a Boeing sofreu tropeços importantes nos últimos anos, primeiro com dois acidentes fatais com o 737 MAX em 2018 e 2019, provocados, em parte, por um defeito no sistema de estabilização de voo, e depois por um incidente, em janeiro de 2024, no qual um avião da Alaska Airlines, foi obrigado a fazer um pouso de emergência depois que uma peça da fuselagem de um 737 MAX se soltou.

Desde o incidente com o avião da Alaska Airlines, a Boeing reforçou as práticas de controle de qualidade sob a estrita supervisão das autoridades de segurança aérea dos Estados Unidos e substituiu líderes-chave, como o diretor-executivo e o chefe da aviação comercial.

AFP

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