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Economia

Bndes injeta R$ 366 bilhões na economia em 2025 e registra lucro recorde

O banco de desenvolvimento alcançou o maior lucro recorrente de sua história, totalizando R$ 15,2 bilhões, com forte expansão no crédito para infraestrutura, indústria e MPMEs.

Redação Jornal de Brasília

17/03/2026 15h27

Foto: Reprodução/CNI

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) injetou R$ 366 bilhões na economia brasileira em 2025, equivalente a R$ 1 bilhão por dia, por meio de financiamentos e garantias de crédito. O valor representa um crescimento de 32% em relação a 2024 e 140% acima do registrado em 2022.

O balanço financeiro do banco, divulgado nesta terça-feira (17), no Rio de Janeiro, destacou o lucro líquido de R$ 26,8 bilhões, alta de 1,7% na comparação com o ano anterior. O lucro recorrente, excluindo efeitos extraordinários como vendas de participações, alcançou R$ 15,2 bilhões, o maior da história da instituição e 15,4% superior a 2024.

As aprovações de crédito somaram R$ 237,9 bilhões, expansão de 12% em relação a 2024, enquanto os desembolsos atingiram R$ 169,7 bilhões, aumento de 27%. As consultas por financiamento totalizaram R$ 389,2 bilhões, crescimento de 19%. Esses valores equivaleram a 1,9% do Produto Interno Bruto de 2025.

Os setores mais impulsionados foram infraestrutura, com R$ 71,4 bilhões em aprovações, e indústria, com R$ 71 bilhões, que registrou salto de 35% ante 2024. Agropecuária recebeu R$ 54,3 bilhões e comércio e serviços, R$ 41,2 bilhões. Em relação a 2022, a indústria cresceu 215%, comércio e serviços 125%, e agropecuária 100%.

Para micro, pequenas e médias empresas (MPMEs), as aprovações e garantias totalizaram R$ 224 bilhões, alta de 43% em relação a 2024 e 215% ante 2022, sendo 57% em garantias. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, enfatizou a importância dessa atuação como garantidor, facilitando acesso ao crédito e gerando emprego.

O banco aprovou R$ 24 bilhões para empresas exportadoras e R$ 16,7 bilhões para inovação. No triênio 2023-2025, as consultas cresceram 221%, aprovações 164% e desembolsos 126% em comparação com 2019-2021. A inovação no banco saltou de R$ 7,1 bilhões em 2019-2022 para R$ 35,6 bilhões em três anos, representando 7% das aprovações.

Em sustentabilidade, o Fundo Amazônia retomou projetos em áreas degradadas, e o Fundo Clima ganhou aportes do Tesouro Nacional. O diretor Nelson Barbosa destacou o apoio à transição energética e capacitação na Amazônia.

Os ativos totais do Sistema BNDES atingiram R$ 962,5 bilhões, recorde histórico e alta de 14,5% ante 2024. A carteira de crédito expandida chegou a R$ 663,6 bilhões, maior patamar desde 2016, e o patrimônio líquido, R$ 172 bilhões. A carteira de participações societárias foi de R$ 86,4 bilhões, rendendo R$ 54,8 bilhões em dividendos e vendas desde 2023, com principais investidas em Petrobras, JBS, Axia Energia e Copel.

A inadimplência fechou em 0,06%, bem abaixo da média nacional de 4,08%. Dos desembolsos, 65,5% foram a juros de mercado e 34,1% incentivados. O caixa livre quadruplicou para R$ 61 bilhões desde 2022.

Mercadante classificou a injeção diária como ‘contribuição fantástica’ para investimento, inovação, modernização e descarbonização, ajudando a reduzir a inflação estrutural. Ele afirmou que pelo menos 60% do lucro pode ser pago ao Tesouro Nacional, contribuindo para as contas públicas sem comprometer o desempenho do banco.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social

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