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Economia

BNDES aprova R$ 280 milhões para fábrica de baterias da WEG em SC

O empréstimo financiará a construção da maior unidade de sistemas de armazenamento de energia em bateria do Brasil, em Itajaí, criando 90 empregos.

Redação Jornal de Brasília

04/02/2026 14h57

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou um empréstimo de R$ 280 milhões para a WEG construir a maior fábrica de sistemas de armazenamento de energia em bateria (BESS) do Brasil, em Itajaí, Santa Catarina.

A iniciativa deve gerar 90 postos de trabalho. As obras estão previstas para começar em breve, com conclusão no segundo semestre de 2027. O financiamento integra o programa BNDES Mais Inovação, que apoia projetos de inovação e digitalização.

Os sistemas BESS são essenciais para a transição energética, permitindo o armazenamento de energia de fontes renováveis intermitentes, como solar e eólica, e sua liberação quando necessário. Isso ajuda a estabilizar as redes elétricas e reduzir perdas associadas ao curtailment, que é a interrupção forçada na geração de energia limpa determinada pelo Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS).

O governo planeja um Leilão de Reserva de Capacidade para que empresas forneçam BESS ao sistema elétrico. Uma consulta pública sobre o tema foi aberta no fim de janeiro e deve terminar no dia 11 de fevereiro.

A WEG, especializada em equipamentos eletroeletrônicos como motores, geradores e transformadores, acessou o recurso por meio de um edital focado na transformação de minerais estratégicos para transição energética e descarbonização. O lítio, utilizado na fabricação dos BESS, é um mineral chave nesse processo.

A nova fábrica elevará a capacidade produtiva da WEG para até 2 gigawatt-hora (GWh) ao ano, equivalente a 400 sistemas de 5 megawatt-hora (MWh). A planta incluirá alto grau de automação, com robôs móveis autônomos, além de um laboratório de testes e desenvolvimento.

Embora o financiamento tenha sido aprovado, a operação ainda não foi contratada, e o custo do empréstimo não foi divulgado.

O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou que o projeto reforça a segurança energética, a resiliência da rede elétrica e a expansão de fontes renováveis. Já o presidente da WEG, Alberto Kuba, afirmou que o investimento posiciona a empresa e o Brasil de forma mais competitiva no cenário global de transição energética.

Fundada em 1961, a WEG opera em 18 países, emprega mais de 49 mil colaboradores e obteve R$ 38 bilhões em faturamento em 2024, dos quais 57% vieram de vendas internacionais.

Com informações da Agência Brasil

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