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Economia

BNDES anuncia R$ 8 bilhões em crédito para companhias aéreas

Segundo o banco público, o financiamento busca auxiliar o setor a enfrentar os impactos da guerra no Irã

Redação Jornal de Brasília

30/07/2026 17h16

Foto: Miguel Ângelo/ CNI

LEONARDO VIECELI
FOLHAPRESS


O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) anunciou nesta quinta-feira (30) a aprovação de R$ 8 bilhões em crédito para capital de giro de companhias aéreas.

A operação envolve as empresas Azul, Gol, Latam e Abaeté. O limite de crédito para as três primeiras é de quase R$ 2,7 bilhões cada e de até R$ 8 milhões para a Abaeté.

Segundo o banco público, o financiamento busca auxiliar o setor a enfrentar os impactos da guerra no Irã.

O conflito no Oriente Médio pressionou as cotações do petróleo e gerou repasses para os combustíveis, incluindo o de aviação, cujo custo quase dobrou entre abril e maio deste ano, disse o BNDES.

A fonte da linha de crédito é o Fnac (Fundo Nacional de Aviação Civil), vinculado ao Ministério de Portos e Aeroportos. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, disse que as operações contam com “condições diferenciadas”.

A linha de crédito tem taxa fixa de juros do Fnac de 4% ao ano, prazo total de pagamento de 60 meses e 12 meses de carência. O custo total deve somar, além da taxa fixa, o spread do BNDES.

“As empresas saíram de um período extremamente complexo, que foi o impacto da pandemia. Estão batendo recordes, se reestruturaram, e de repente veio o custo da guerra do [presidente americano] Trump. Dobrou o custo do combustível de aviação”, disse Mercadante.

“O que estamos fazendo aqui é manter as condições para que o passageiro possa voar, para que as linhas regionalizadas possam ser preservadas”, acrescentou.

O anúncio ocorre pouco mais de dois meses antes das eleições presidenciais e reuniu executivos das companhias aéreas na sede do BNDES, no Rio de Janeiro.

O governo Lula tem adotado medidas para conter a desaceleração da economia antes das eleições, o que preocupa setores como o mercado financeiro devido ao custo fiscal.

Levantamento publicado pela Folha no início de julho indicou que as medidas de estímulo do governo mobilizavam mais de R$ 180 bilhões neste ano. O pacote inclui linhas de crédito com juros mais baixos do que os de mercado, renúncias fiscais e subvenções.

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