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Economia

Bitcoin tem segundo pior mês do ano, mostram dados do Livecoins

Arquivo Geral

02/10/2023 9h54

Atualizada 11/12/2024 18h56

[Foto de Kanchanara em unsplash.com]

Apesar do volume de negociações de Bitcoin ter apresentado uma alta no primeiro trimestre de 2023, onde a métrica mensal chegou a R$ 3,2 bilhões em março, os números vêm caindo desde então. 

No mês passado, em setembro, o volume chegou a apenas R$ 999 milhões, o menor volume de Bitcoin negociado no ano. Segundo dados do Livecoins, maior site de notícias sobre Bitcoin do Brasil, que reúne informações de volumes das corretoras de criptomoedas que operam no país, algumas até mesmo encerraram suas atividades no último ano. 

Em fevereiro, a brasileira WallTime se despediu do mercado, já em agosto foi a vez da BitRecife encerrar as suas atividades, citando justamente o baixo volume de negociações como justificativa.

Embora muitos apontem que a entrada de corretoras internacionais esteja pressionando a indústria local, até mesmo a Binance, maior corretora do mundo, está com um grande declínio no volume de negociações de Bitcoin no Brasil.

Enquanto seu volume chegou a 19.052 bitcoins em novembro de 2022 e de 13.660 bitcoins em março de 2023, em setembro o número de bitcoins negociados na corretora ficou em apenas 3.258.

De qualquer forma, a Binance segue dominante no Brasil, sendo responsável por mais de 50% do volume de bitcoins negociados no país.

Volume corretoras criptomoedas no Brasil (Imagem: Livecoins)

Bitcoin tem segundo pior mês do ano

Mesmo com a queda de 20% dos últimos dois meses, o Bitcoin ainda acumula ganhos de 58% no ano. Somado a isso, muitos analistas acreditam que o Bitcoin esteja barato já que a aprovação de um ETF à vista nos EUA parece inevitável.

Mesmo assim, o interesse dos investidores parece estar em baixa, tanto no Brasil quanto no mundo. Segundo dados do Livecoins, site que acompanha o mercado de criptomoedas desde 2017, o volume de negociações de Bitcoin em setembro de 2023 foi o pior dos últimos 12 meses.

De acordo com Gustavo Bertolucci, editor chefe e sócio do Livecoins, diversos fatores contribuíram para essa queda acentuada, incluindo a queda da corretora FTX, em 2022, a falta de apetite por ativos de risco e o ciclo de baixa natural das criptomoedas.

A situação não é exclusiva do Brasil. Um recente estudo revelou que o volume de negociações de Bitcoin chegou ao seu menor nível dos últimos 5 anos após cair cerca de 90%.

O problema também não é único do Bitcoin. Quando adicionadas outras criptomoedas ao estudo, os dados continuam apontando que o mês de setembro de 2023 foi o pior em termos de volume.

Para Mateus Nunes, fundador do Livecoins, embora o volume de Bitcoin negociado tenha caído, não presenciamos uma queda proporcional na base de investidores em criptomoedas no Brasil.

“Este pode ser um indicativo de que, apesar das adversidades e da menor negociação do Bitcoin, a confiança no Bitcoin permanece robusta entre os brasileiros.”

Por fim, não há muito o que explique a queda do volume em corretoras. Um dos motivos poderia ser a pressão regulatória americana, mas isso teria pouco impacto no Brasil.

O preço, em forte alta em 2023, também não se encaixa nessa equação. Portanto, é possível que isso seja apenas desinteresse dos investidores, que estão procurando investimentos mais seguros em tempos de juros altos.

PW- Assessoria de Imprensa e Comunicação 

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