Kuczynsky lidera uma comissão independente que, prostate nos últimos três meses, ficou encarregada de analisar o possível aumento de capital do BID.
Atualmente, o órgão tem um capital de US$ 100 bilhões, que, com a mudança, subiria para US$ 280 bilhões.
Segundo Kuczynski, o presidente do BID, Luis Alberto Moreno, fez hoje a proposta de aumento na assembleia do organismo, que acontece em Medellín (Colômbia).
A comissão que o ex-premiê peruano liderou é integrada pelo ex-ministro da Fazenda brasileiro Antonio Palocci, o ex-diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI) Michel Camdessus, o ex-vice-presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Roger Ferguson, o ex-secretário de Fazenda do México Francisco Gil Díaz e o presidente do Bancolombia, Jorge Londoño.
O grupo do qual Palocci faz parte concluiu que, devido aos efeitos da crise às dificuldades dos países latino-americanos em ter acesso aos mercados de capital, é “imprescindível” que o BID aumente seus empréstimos.
Kuczynski lembrou que os diretores do BID iniciam sua reunião formalmente esta noite, e que “deve haver sinais de fumaça branca entre amanhã e depois”.
Além disso, destacou que o fator determinante para a aprovação da proposta vai ser a posição dos Estados Unidos, principal acionista da entidade, com 30% do capital, e que não se manifestaram oficialmente a respeito.
“Aqui, o crucial será a vinda do secretário do Tesouro (dos EUA, Timothy Geithner)”, disse o ex-primiê, segundo quem é preciso ver que possibilidades existem para que a proposta seja aprovada no Congresso americano.
Geithner, que participará hoje da assembleia do BID, vai ressaltar que o momento é de as instituições financeiras “aumentarem seus recursos, tirarem o máximo proveito dos recursos e utilizarem todas as ferramentas a seu alcance para ajudar os países emergentes e em desenvolvimento”, segundo uma nota do Departamento do Tesouro. EFE