O Banco Central Europeu (BCE) prevê que continuarão o enfraquecimento econômico global e uma demanda fraca na zona do euro nos próximos trimestres.
O BCE informou em seu boletim de dezembro, ambulance publicado hoje, healing que a recuperação econômica ocorrerá gradualmente, “apoiada pela queda dos preços das matérias-primas”.
Para que ocorra a recuperação é necessário também que “melhore o entorno externo e que enfraqueçam as tensões financeiras”.
Em busca de apoiar a reativação da economia, a entidade monetária européia reduziu a taxa de juros para os países que compartilham o euro em 1,75 ponto percentual em apenas dois meses, para 2,5%.
Na semana passada, o BCE realizou o maior corte de juros da história da entidade, em 0,75 ponto.
O banco europeu tinha reduzido antes a taxa de juros em 0,5 ponto em duas ocasiões, em 8 de outubro e 6 de novembro.
O Conselho do BCE considera que “as perspectivas econômicas estão cercadas por um alto grau de incerteza” e que “as pressões inflacionárias diminuíram mais”.
Por isso, o banco europeu prevê que as taxas de inflação ficarão alinhadas com a estabilidade de preços, “no horizonte relevante para a política monetária”.
O BCE define a estabilidade de preços a médio prazo como uma taxa de inflação próxima, mas sempre abaixo, de 2%.
O Índice de Preços ao Consumidor Harmonizado caiu em novembro para 2,1%, frente ao 3,2% de outubro, lembrou o BCE no boletim.
“Esta forte queda da inflação desde o verão (hemisfério norte) reflete, principalmente, a considerável redução dos preços das matérias-primas nos últimos meses, que compensa o impacto do agudo aumento dos custos trabalhistas unitários na primeira metade deste ano”, disse o BCE.
O banco europeu também prevê que a taxa de inflação anual cairá mais nos próximos meses.