Brasília, 06 – O Banco Central voltou a pedir estimativas sobre hiato do produto e juro neutro no Questionário Pré-Copom de junho (QPC) de junho, divulgado nesta sexta-feira, 6, pela autoridade monetária. Outra novidade nesta edição da pesquisa é a questão sobre o impacto da gripe aviária, em função dos casos registrados no País, para a inflação e balança comercial.
Para o hiato do produto, o QPC pede as projeções para o hiato no primeiro e quarto trimestres de 2025 e para o quarto trimestre de 2026. O documento ainda pede as estimativas para a taxa de juros real neutra, a taxa de crescimento do PIB potencial da economia brasileira e a taxa de desemprego que não altera a inflação (Nairu) em três leituras curto prazo, dois anos e cinco anos. Nesse caso, vale lembrar que o presidente do BC, Gabriel Galípolo, tem dito que a Selic está restritiva, independentemente do juro neutro usado.
Em relação à gripe aviária, o questionamento é sobre o impacto dos recentes casos da doença no Brasil sobre a inflação e balança comercial, considerando o cenário e os desdobramentos avaliados como mais prováveis e efeitos diretos e indiretos. Foi pedida a indicação do impacto estimado e do impacto incorporado na projeção atual.
Nesta edição, o QPC pede estimativas do impacto da guerra comercial sobre a taxa de crescimento do PIB nos Estados Unidos, na China e no Brasil. O objetivo é saber o quanto foi incorporado às projeções, considerando cenário e os desdobramentos mais prováveis e efeitos diretos e indiretos. Para o PIB, o QPC também pede as projeções e vieses, além de indicações de leitura do cenário externo, na China, Estados Unidos e Zona do Euro.
O QPC mantém as questões sobre o que os respondentes acham que o Copom fará e o que deveria ser feito nas reuniões de junho, julho e setembro. Sobre comunicação, foi pedida a indicação do que se acredita que será comunicado pelo colegiado sobre a avaliação de cenário econômico, projeções, riscos e condução da política monetária e também quais as divergências em relação ao que o BC vai comunicar.
Também seguem os itens padrão do questionário, como as projeções para indicadores econômicos e variáveis fiscais, bandeira tarifária e viés preponderante para o cenário da inflação, com a discriminação dos riscos de alta e de baixa. No caso do cenário fiscal, segue o questionamento da evolução da situação fiscal desde a última reunião. Também há questões sobre o mercado de crédito.
Estadão Conteúdo