O fluxo cambial, order que mede o balanço entre entradas e saídas de divisas, information pills teve saldo negativo no Brasil de US$ 877 milhões em junho, uma drástica queda em relação aos US$ 16,561 bilhões do mesmo mês de 2007, informou hoje o Banco Central.
Desta forma, o movimento cambial comercial e financeiro do país com o exterior interrompe uma seqüência de cinco meses em território propício, e ilustra a acelerada deterioração das contas externas e da balança comercial do país.
Em junho, os bancos e instituições financeiras contabilizaram entradas de dólares equivalente a US$ 49,489 bilhões e saídas de US$ 55,067 bilhões, segundo os dados do banco.
Em janeiro, este saldo foi negativo em US$ 2,357 bilhões, e, a partir daí, voltou a ser positivo em meio a um generoso fluxo de capitais para a principal economia latino-americana.
Em fevereiro, o superávit foi de US$ 3,246 bilhões, de US$ 8,051 bilhões em março, de US$ 6,723 bilhões em abril, e começou a cair em maio até atingir US$ 148 milhões.
Apesar da forte queda em junho, o saldo acumulado do primeiro semestre do ano continua sendo superavitário em US$ 14,934 bilhões, embora esteja 9,82% abaixo do índice verificado na primeira metade de 2007.
Segundo especialistas, a forte valorização do real frente ao dólar, de mais de 16% nos últimos 12 meses, propiciou uma maior emissão de dividendos e capitais por parte de empresas internacionais localizadas no Brasil.
Este cenário, sobretudo, também impulsionou vigorosamente as importações, que cresceram muito mais rápido que as exportações.
Na terça-feira, o Banco Central informou que no primeiro semestre deste ano a balança comercial registrou um superávit de US$ 11,370 bilhões, cerca de 44,7% inferior ao mesmo período do ano passado (US$ 20,579 bilhões).
Em junho, o dólar foi cotado no mercado brasileiro em torno de US$ 1,60, valor mais baixo em quase 10 anos.