O Banco Central (BC) prevê que a economia do país vai se expandir 5, diagnosis 2% este ano, mas que o crescimento cairá para 4,5% em 2008.
As previsões fazem parte do Relatório Trimestral de Inflação divulgado hoje pelo organismo emissor e que reflete o otimismo do Banco Central com relação ao crescimento econômico, mas sua preocupação com a inflação.
No relatório, o Banco Central revisou para melhor sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano, visto que sua previsão anterior (setembro) era de uma expansão de 4,7%.
O órgão emissor atribuiu a melhoria à constatação de que a economia cresceu a um ritmo maior que o previsto até o terceiro trimestre.
As previsões do BC são menos otimistas que as da Confederação Nacional da Indústria (CNI), para a qual a economia crescerá 5,3% este ano e 5% em 2008.
No entanto, são mais otimistas que as dos economistas do setor financeiro, que projetam um crescimento de 5,06% para este ano e de 4,4% para o próximo.
Todos elevaram suas projeções depois que o próprio Governo anunciou na semana passada que o PIB acumulou crescimento de 5,3% entre janeiro e setembro deste ano em comparação com o mesmo período de 2006.
Segundo os números oficiais, o Brasil cresceu 5,2% no último ano até setembro em comparação com o período entre outubro de 2005 e setembro de 2006, com o que alcançou sua maior expansão para um ano desde 2004 (5,7%).
O crescimento econômico brasileiro em 2006 foi de 3,8% e o de 2005 de 2,9%.
Segundo o relatório do BC, a expansão da economia no próximo ano será sustentada novamente pelo consumo das famílias, que se expandirá 5,9% em 2008 graças à queda do desemprego e o aumento da renda.
Por setores, o crescimento de 2008 será impulsionado pela indústria, setor para o qual o órgão emissor projeta uma expansão de 4,8% e um melhor desempenho que para a agropecuária (4,4%) e para os serviços (4,2%).
Quanto à inflação, o organismo prevê que ficará em 4,3% este ano (contra 4% previsto em setembro) e que se manterá no mesmo 4,3% em 2008 (em comparação com 4,2% inicialmente calculado).
O Banco Central elevou sua previsão para a inflação tanto para este como para o próximo ano por sua preocupação com fatores de risco internos e externos que estão pressionando os preços.
Segundo o organismo, o possível crescimento menor da economia mundial pode terminar afetando a inflação no Brasil.
O cenário pessimista obedece ao “aquecimento moderado do ritmo de expansão da economia global e à aceleração dos preços e continuidade do ciclo de expansão da economia brasileira no lado doméstico, com riscos inflacionários em elevação”.
“Apesar do desempenho robusto da economia americana no terceiro trimestre, se acumulam evidências que o ajuste endógeno das condições de crédito pode ser mais acentuado e mais prolongado e, por conseguinte, com um impacto potencial sobre a atividade econômica mais forte que o previsto”, segundo o relatório.