O Crédito do Trabalhador ampliou o alcance do consignado privado e ampliou o potencial de acesso à modalidade, ao reduzir restrições operacionais presentes no modelo anterior, de acordo com análise apresentada no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) do Banco Central, referente ao primeiro semestre de 2026.
“A ampliação do acesso foi acompanhada pela entrada de tomadores com perfil de risco mais elevado e por mudanças nas características das operações contratadas. Nesse contexto, os indicadores iniciais sugerem aumento da materialização de risco, embora parte desse comportamento possa estar associada a desafios operacionais do novo arranjo”, observa o documento.
O BC pontua que a implementação do novo arranjo foi acompanhada por forte crescimento das contratações e do saldo da carteira de consignado privado. Também avalia que a reformulação do produto foi acompanhada por redução da concentração de mercado e ampliação da participação de novos ofertantes.
“Historicamente, a oferta de consignado privado concentrava-se predominantemente nos grandes bancos privados. Com a implementação da plataforma centralizada, as instituições públicas lideraram as concessões nos meses iniciais. Posteriormente,
observou-se aumento da participação dos digitais e demais bancos privados, contribuindo para aumentar a concorrência”, detalha.
O REF analisa ainda que apesar de taxas de juros mais elevadas que as do consignado privado anterior, o novo programa oferece aos tomadores um crédito de custo mais acessível. Avalia também que a utilização dos recursos do consignado privado para substituir dívidas bancárias preexistentes mostrou-se relativamente limitada.
Estadão Conteúdo.