Os preços do petróleo fecharam com resultados díspares nesta quinta-feira (15), com o barril WTI em alta devido ao aumento de compras do petróleo americano, em um contexto de maior demanda nos Estados Unidos por causa do conflito no Oriente Médio.
“Os dados confirmaram uma forte queda nas reservas de petróleo bruto” na semana passada nos Estados Unidos, “sinal de uma demanda sólida por petróleo americano”, comentou à AFP John Kilduff, analista da Again Capital. O WTI é o barril de referência nos EUA.
As reservas comerciais despencaram 8,6 milhões de barris durante o período de sete dias encerrado em 9 de outubro, segundo dados divulgados nesta quinta pela Agência de Informação de Energia dos Estados Unidos (EIA).
O mercado havia previsto um leve aumento de cerca de 150 mil barris, segundo a mediana das projeções compiladas pela agência Bloomberg.
“As exportações americanas de petróleo bruto se mantêm robustas”, em torno de 4,57 milhões de barris por dia, ressaltou Kilduff. Além disso, “as refinarias seguem operando em um ritmo muito intenso para esta época do ano, quando normalmente estão em período de manutenção”.
Como resultado, o barril americano de West Texas Intermediate (WTI) avançou 3,03% nesta quinta-feira, fechando a 97,97 dólares. Já o Brent do Mar do Norte, referência internacional, recuou 0,13% e encerrou a sessão a 105,92 dólares.
Ambas as referências do mercado de petróleo são negociadas por meio de contratos futuros, e a diferença nos prazos de vencimento “influencia fortemente a evolução de seus respectivos preços”, afirmou Kilduff.
O contrato de Brent mais negociado atualmente corresponde a entregas em dezembro, contra novembro no caso do WTI. Portanto, o petróleo americano é mais sensível aos riscos imediatos, especialmente os geopolíticos.
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