A ministra do orçamento da França, Valérie Pécresse, afirmou neste domingo que os bancos franceses precisam aumentar seu capital por meio do investimento privado, sem nenhum dinheiro público. Embora o governo não tenha dúvidas da força dos bancos do país, as instituições financeiras da França precisam cumprir os padrões mínimos na relação entre capital próprio e ativos de risco, mas sem usar dinheiro público, afirmou Pécresse em entrevista à rádio local Francer Inter.
Pécresse insistiu que os bancos também precisam continuar financiando a economia por meio de crédito às famílias e companhias e que devem considerar reduzir os dividendos e bônus, para ajudar a manter suas metas de capital próprio em relação aos ativos de risco.
O projeto de lei de orçamento que será apresentado à Assembleia Nacional da França na terça-feira vai incluir cortes em despesas públicas. Segundo Pécresse, “não temos opção hoje a não ser cortar dívida, cortar déficits”.
Alemanha – Em Berlim, o ministro de finanças alemão, Wolfgang Schaeuble, afirmou hoje que os detentores privados de títulos da dívida grega devem aceitar prejuízos maiores para alcançar “uma solução durável e sustentável” para a crise da dívida europeia.
Em entrevista à rede de TV alemã ARD, neste domingo, Schaeuble disse que precisa ser renegociado um acordo fechado em julho, quando bancos e outros investidores aceitaram renunciar a 20% de sua participação na dívida grega.
De acordo com Schaeuble, a contribuição do setor privado para a redução da dívida grega “provavelmente terá de ser maior”. O Instituto Internacional de Finanças (IIF), um grupo global de lobby dos bancos, afirmou que seu diretor de gerenciamento, Charles Dallara, está discutindo o acordo de julho com autoridades dos 17 países da zona do euro
O porta-voz do IIF Frank Vogl se recusou a dar mais detalhes sobre as conversas, mas a liderança do grupo até o momento tem rejeitado arcar com prejuízos maiores. As informações são da Dow Jones e da Associated Press.