Os 30 bancos inscritos na Bolsa de Valores de São Paulo ganharam 24,4% de todo o lucro das empresas de capital aberto negociadas na bolsa, explicou a empresa de consultoria Economática em sua análise.
Em termos reais, ajustado por inflação, o lucro dos bancos nos três primeiros trimestres já supera o obtido em todo o ano de 2006, quando foi de R$ 21,617 bilhões.
Em 2006, o setor com maiores lucros foi o de petróleo e mineração, com R$ 27,530 bilhões.
Nos primeiros nove meses de 2007, estes lucros se desaceleraram para R$ 17,169 bilhões.
Este número diz respeito às sete empresas do setor de gás e petróleo listadas em bolsa, incluindo a Petrobras, que domina quase totalmente o mercado de hidrocarbonetos do país.
No terceiro lugar em lucro aparece o setor de mineração, com R$ 16,520 bilhões em nove meses, contra R$ 13,882 bilhões em todo 2006.
Neste setor há só três empresas listadas, entre elas a Companhia Vale do Rio Doce, a segunda maior do mundo em seu setor e a principal exportadora de minério de ferro.
Segundo a Economática, a liderança das instituições financeiras nos lucros se deve ao bom momento dos bancos, que aproveitam a estabilidade econômica, a maior oferta de crédito e seus bons investimentos financeiros.
No Brasil vigora uma das taxas de juros mais altas do mundo, em termos nominais e reais. Uma das principais fontes de lucro dos bancos, além disso, é a cobrança ao público de altas tarifas por todo tipo de serviços.
Já o lucro da Petrobras caiu 22% no terceiro trimestre, afetado por problemas operacionais em plataformas, pagamentos a seu fundo de previdência e à forte valorização do real frente ao dólar.
A Economática destacou que as 313 empresas de capital aberto inscritas na bolsa de São Paulo ganharam nos três primeiros trimestres R$ 97.631 bilhões, número que equivale a 92,7% dos lucros de todo 2006.
Além dos bancos, os setores de mineração, telecomunicações, química, construção civil, software e fundos já lucraram em nove meses mais do que todo 2006.
Bancos, petróleo e mineração responderam juntos por 58,9% dos lucros totais das empresas inscritas em bolsa.