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Economia

Bancos estrangeiros poderão se beneficiar de plano, diz secretário americano

Arquivo Geral

23/09/2008 0h00

O secretário do Tesouro americano, doctor Henry Paulson, disse hoje que os bancos estrangeiros com operações em seu país poderão se beneficiar do plano de resgate financeiro de seu Governo.

“Qualquer operação bancária nos Estados Unidos que fizer negócios com o público americano é importante”, disse Paulson, em uma audiência no Comitê dos Bancos do Senado.

Richard Shelby, o republicano de maior categoria no Comitê, perguntou diretamente se o Governo usará dinheiro dos contribuintes americanos para resgatar bancos estrangeiros e Paulson respondeu: “A resposta é sim”.

Na audiência, o secretário do Tesouro e o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, defenderam o plano do Governo, que usará um máximo de US$ 700 bilhões para contrair dívida de má qualidade.

“Não é algo que quis pedir, mas é muito melhor que a alternativa”, disse Paulson.

Bernanke descreveu essa alternativa, ao destacar que “os mercados financeiros estão em uma posição bastante frágil e, sem um plano de ajuda, piorarão”.

O presidente do Fed disse que, na situação atual, a qual definiu como “muito imprevisível e muito preocupante”, os bancos não estão dispostos a estender créditos.

Esta falta de liquidez aumentará o desemprego e afetará o Produto Interno Bruto (PIB) se não forem adotadas medidas, afirmou Bernanke.

O plano do Governo “é uma condição prévia para uma recuperação boa e saudável”, afirmou Bernanke.

O presidente do Fed explicou que, atualmente, não há mercado para muitos dos instrumentos financeiros vinculados às hipotecas, por isso os bancos não sabem o valor que esses ativos possuem.

O plano do Governo inclui realizar leilões para comprá-los, as quais marcarão um preço para esses títulos, uma informação importante que esclarecerá a situação real das contas dos bancos, explicou.

Os senadores dos dois partidos receberam o plano do Governo com dúvidas sobre os detalhes da proposta, em uma das audiências mais importantes nos Estados Unidos nas últimas décadas, segundo alguns dos participantes.

“Não devemos dar ao secretário do Tesouro um cheque em branco sem supervisão ou prestação de contas”, destacou o democrata Daniel Akaka.

A minuta inicial do programa, entregue ao Congresso este fim de semana, não incluía qualquer tipo de controle independente da forma na qual o departamento do Tesouro usa os fundos de resgate.

No entanto, Paulson aceitou hoje essa mudança. “Acho que precisamos de supervisão, proteção e transparência”, declarou na audiência.

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