O Banco Mundial (BM) investirá este ano US$ 35 bilhões em países em desenvolvimento para ajudá-los a enfrentar a crise, page sendo que US$ 13 bilhões deste total serão destinados à América Latina, disse hoje à Agência Efe o presidente do organismo, Robert Zoellick.
O presidente do Banco Mundial afirmou que apoiar os países em desenvolvimento como o Brasil ajudará a tirar o mundo da crise, já que estas nações podem ser um motor de crescimento.
Ele se referiu expressamente a países como Colômbia ou México, onde esteve na semana passada, e explicou que são nações com boa disciplina econômica que podem se encontrar em dificuldades para financiar um déficit inclusive de 2% do Produto Interno Bruto (PIB).
Por isso, destacou que o órgão que preside deseja financiar programas como o Bolsa Família, do Governo brasileiro, ou os aplicados na Colômbia e que destinam uma quantidade de dinheiro aos pais que enviarem os filhos à escola.
Zoellick destacou que o BM investirá em diversos programas em países como Argentina e Chile, embora, neste caso, o auxílio possa ser “mais modesto”.
No discurso, fez referência às consequências da crise econômica global entre os mais pobres, e destacou que 46 milhões de pessoas se somarão às 130 milhões que já se encontram sob a linha da pobreza.
Por outro lado, Zoellick afirmou que a crise terá consequências negativas para os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio da ONU, entre os quais se contam a universalização da educação fundamental, a redução da mortalidade infantil e a erradicação da fome.