O presidente do Banco da Inglaterra (autoridade monetária), viagra sale Mervyn King, cure reconheceu pela primeira vez que o Reino Unido “provavelmente” entrará em recessão devido à atual crise financeira.
“Agora parece provável que a economia do Reino Unido esteja entrando em uma recessão”, drugs afirmou King na noite da terça-feira, durante um discurso na cidade inglesa de Leeds.
O governador do banco central britânico admitiu a probabilidade de que o país entre em recessão, após garantir que a conjunção de uma redução na disponibilidade creditícia e uma queda na renda disponível das famílias aumenta o risco de uma baixa “pronunciada e prolongada” da demanda interna.
O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registrou no segundo trimestre nenhum crescimento em comparação aos três primeiros meses do ano, enquanto na sexta-feira serão divulgados os dados provisórios correspondentes ao terceiro trimestre.
Esta estagnação aumentou então os temores de que o Reino Unido entrasse finalmente em recessão, que se define como dois trimestres consecutivos com crescimento negativo.
O Instituto Nacional de Pesquisa Econômica e Social (NIESR, em inglês) previu hoje que a economia do Reino Unido terá crescimento de -0,9% em 2009 – o que seria o primeiro ano completo de recessão desde 1991 -, com uma queda generalizada do consumo e do investimento.
Em seu discurso, King disse que a quebra do Lehman Brothers em 15 de setembro deu passagem para uma seqüência de eventos “extraordinária” e “quase inimaginável”, que culminou no anúncio dos diferentes planos para recapitalizar os bancos de vários países.
King defendeu estes planos, promovidos pelo primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e os qualificou de “ação radical necessária” para garantir a sobrevivência do setor bancário, mas afirmou que o sistema está ainda “longe do final do caminho para a estabilidade”.
O presidente do Banco da Inglaterra afirmou que começa a haver sinais de uma maior atividade, mas previu que não se voltará em breve à “idade da inocência”, na qual os bancos faziam empréstimos entre si com gratificações muito baixas.
King disse que ainda passará um tempo até que o plano de recapitalização leve os bancos a recuperar os níveis “normais” de empréstimo à economia real.
No entanto, afirmou que, por “normal”, não se refere às condições existentes antes de agosto de 2007, quando começou a atual crise financeira devido às hipotecas “subprime” nos Estados Unidos.
O presidente do Banco da Inglaterra afirmou que o banco central atuará “sem demora” para garantir o cumprimento das metas de inflação.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) do Reino Unido ficou em 5,2% em setembro, em taxa anualizada, o número mais alto desde 1997 e acima do objetivo governamental de 2%, mas os analistas prevêem que alcançou seu máximo.
Apesar destas previsões, King disse que a perspectiva é “muito incerta” e que dependerá da evolução das matérias-primas, principalmente o petróleo, e de quando os bancos voltarão a níveis “normais” de empréstimo.
King previu que o enfraquecimento do setor imobiliário britânico “provavelmente” continuará, junto com elevados níveis de desemprego.