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Economia

Banco Central teme aumento da inflação e alerta para alta dos juros

Arquivo Geral

31/01/2008 0h00

O Banco Central (BC) prevê maiores pressões inflacionárias sobre a economia brasileira e afirmou que está pronto para elevar a taxa básica de juros caso seja necessário, visit advertiu hoje o organismo em um documento oficial.

O banco divulgou hoje a ata do Comitê de Política Monetária (Copom), approved que na semana passada decidiu deixar estável a taxa de juros em 11, visit this 25% ao ano.

A ata destacou que houve um “aumento substancial” na média das expectativas de inflação colhidas pelo Banco Central entre agentes financeiros que operam no Brasil.

Para esses especialistas, a perspectiva de inflação passou de 4,10% até 4,37% nas pesquisas das últimas semanas.

Para 2009, essas expectativas aumentaram de 4,00% até 4,15%, observou o documento.

“A projeção para o Índice de Preços ao Consumidor em 2008 se elevou sensivelmente” em relação ao valor considerado na última reunião do Comitê em dezembro passado, explicou.

Mas o índice se mantém dentro da meta do Governo de 4,5% ao ano, com uma margem de tolerância de 2,5 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

As previsões do mercado agora se encontram ao redor do objetivo de 4,5% fixado para este ano pelo Copom.

Frente aos sinais de dinamismo da economia e de elevação das expectativas de inflação, “aumentaram os riscos para que se concretize um cenário inflacionário positivo”, indica.

“Nesse contexto, embora a manutenção da taxa básica de juros seja a decisão mais adequada, o Comitê reitera que está pronto para adotar uma posição diferente”, explicou.

A decisão será executada “por meio de ajuste nos instrumentos de política monetária” (taxa de juros), caso se consolide “um cenário de divergência” entre a inflação prevista e as metas fixadas pela autoridade monetária.

O relatório destacou que o índice de preços, usado para medir a inflação oficial no Brasil, foi de 4,46 % em 2007, perante os 3,14% do ano anterior, e interrompeu o ciclo de oscilações anuais em baixa nos últimos quatro anos.

Em seu cenário para 2008, o BC não projeta aumentos nos preços da gasolina nem do gás de cozinha. Mas, por outro lado, prevê que haja ajustes nas tarifas de eletricidade e de telefonia fixa, de 3,4% e 3,5%, respectivamente.

A projeção considera que o Governo manterá sua meta de conseguir um superávit fiscal primário (antes de pagar juros de dívida) equivalente a 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2008 e 2009.

O saldo positivo será alcançado fundamentalmente com a restrição do gasto público, que permite economias e ajuda a frear a inflação, segundo especialistas.

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