O presidente do Banco Central Europeu (BCE), prostate Jean-Claude Trichet, see uniu-se hoje ao coro de advertências sobre o risco de responder à crise econômica com uma política protecionista.
Diante de um grupo de eurodeputados e membros dos Parlamentos nacionais reunidos para analisar a situação econômica, Trichet afirmou que o protecionismo é uma opção “perigosíssima” e lembrou os “efeitos desastrosos” que esta política teve em fases anteriores de desaceleração.
Para o economista francês, na atual conjuntura, o protecionismo econômico seria um “grave erro” tanto em nível europeu como global.
O comissário de Assuntos Econômicos e Monetários europeu, Joaquín Almunia, também afirmou, no mesmo fórum, que os Estados-membros devem evitar cair nessa “tentação” e precisam manter suas economias abertas.
Estas vozes tentam pôr fim aos reflexos de alguns Governos da União Europeia (UE) de superar a crise com medidas centradas na defesa de seu mercado nacional.
Para evitar que esta tendência continue entre os 27 Estados-membros do bloco, a Presidência tcheca e a Comissão Europeia (CE) decidiram convocar uma reunião extraordinária de líderes da UE para 1º de março.
Em seu pronunciamento, Trichet assinalou que a prioridade das autoridades econômicas agora deve ser a resolução da crise, mas de maneira a evitar a repetição de problemas similares no futuro.
“Não podemos voltar à situação prévia à explosão das turbulências financeiras”, advertiu.
Trichet ressaltou que é preciso uma regulação mais estrita do sistema financeiro, com ênfase na transparência.
Nesse sentido, se referiu ao papel dos organismos de supervisão internacional, e acrescentou que o Fundo Monetário Internacional (FMI) deveria melhorar a supervisão das economias industrializadas.
“Esta crise nos ensinou a dolorosa lição de que os países ricos também precisam de fiscalização, e muito estrita”, disse o presidente do BCE.