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Economia

Banco Central diz que teve reuniões com Moraes para tratar de efeitos da Lei Magnitsky

Moraes divulgou nota nesta terça-feira (23) em que afirma ter recebido Galípolo para reuniões “em virtude da aplicação da Lei Magnitsky”

Redação Jornal de Brasília

23/12/2025 11h36

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Fotos: Rosinei Coutinho/STF

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS)

O Banco Central confirmou nesta terça-feira (23) que esteve com o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes para tratar dos efeitos de aplicação da lei Magnitsky.

A autoridade monetária se manifestou pela primeira vez após a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo, afirmar que Moraes teria feito contato com Gabriel Galípolo quatro vezes para tratar da venda do Banco Master para o BRB (Banco de Brasília).

Moraes divulgou nota nesta terça-feira (23) em que afirma ter recebido Galípolo para reuniões “em virtude da aplicação da Lei Magnitsky”. O ministro foi punido com sanções financeiras pelo governo dos EUA em 30 de julho, e a punição foi retirada no dia 12 de dezembro. Segundo O Globo, o encontro com Galípolo teria ocorrido em julho.

Moraes afirma ter se encontrado com dirigentes do Banco do Brasil, do Itaú, do BTG, do Bradesco e da Febraban. “Em todas as reuniões, foram tratados exclusivamente assuntos específicos sobre as graves consequências da aplicação da referida lei, em especial a possibilidade de manutenção de movimentação bancária, contas correntes, cartões de crédito e débito”, escreveu. O ministro não comentou diretamente os relatos de que teria pedido a aprovação do negócio entre o Master e o BRB.

De acordo com as informações obtidas pelo jorna o Globo, foram três telefonemas e uma conversa presencial, em julho, quando o BC analisava a venda do Master para o BRB, numa operação inicialmente avaliada em R$ 2 bilhões. A colunista afirma que Moraes teria pedido a aprovação do negócio.
Este texto está em atualização.

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