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Economia

Balança comercial tem superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro

Resultado foi impulsionado por petróleo, combustíveis, soja e cobre, enquanto o Mdic também revisou para baixo a projeção de superávit para 2026.

Redação Jornal de Brasília

06/10/2026 16h59

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Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, mais que o dobro do apurado no mesmo mês de 2025, quando o saldo foi de US$ 3,14 bilhões. O resultado foi puxado pelo avanço das exportações, que cresceram 12,9% no período, segundo dados divulgados nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

Foi o segundo melhor superávit para um mês de setembro, atrás apenas do registrado em 2023, de US$ 9,18 bilhões. A corrente de comércio somou US$ 61,09 bilhões, o maior valor já registrado para meses de setembro na série histórica e o segundo maior para todos os meses, atrás apenas de junho deste ano.

As exportações chegaram a US$ 34,42 bilhões, com alta de 12,9%, enquanto as importações recuaram 2,4% e ficaram em US$ 26,68 bilhões. O desempenho das vendas externas foi liderado pela indústria extrativa, seguida pela indústria de transformação e pela agropecuária.

Entre os destaques da indústria extrativa, o petróleo bruto avançou 77,3% e o minério de cobre, 74,2%. Na indústria de transformação, cresceram as exportações de farelos de soja, com alta de 47,7%, e de combustíveis, com 39,1%. Já na agropecuária, houve aumento nas vendas de soja, de 11,9%, e de café não torrado, de 8,7%.

No caso do petróleo, o crescimento da produção e a alta de 24,7% nos preços médios, após o agravamento da guerra no Oriente Médio, contribuíram para o avanço das exportações. As vendas externas cresceram para a maior parte dos principais mercados do Brasil, incluindo os Estados Unidos, apesar das tensões comerciais entre os dois países.

Por região, as exportações para a Europa somaram US$ 8,3 bilhões, com alta de 51,9%; para a América do Norte, US$ 5,2 bilhões, avanço de 30,6%; para a América do Sul, US$ 4,2 bilhões, estáveis; e para a Ásia, US$ 17,4 bilhões, queda de 2,5%. As vendas para os Estados Unidos aumentaram 31,9% em setembro, mas recuaram 6,5% no acumulado do ano.

As importações tiveram leve recuo em setembro, principalmente em bens de capital e bens intermediários. As compras de bens de capital somaram US$ 4,1 bilhões, queda de 29,8%, enquanto os bens intermediários ficaram em US$ 14,9 bilhões, com baixa de 2,4%. Já os bens de consumo avançaram 11,5%, para US$ 4,3 bilhões, e os combustíveis cresceram 41,2%, para US$ 3,4 bilhões.

No acumulado de janeiro a setembro, a balança comercial teve superávit de US$ 62,4 bilhões. No período, as exportações somaram US$ 264,65 bilhões e as importações, US$ 222,26 bilhões.

Apesar do desempenho positivo, o Mdic revisou para baixo sua projeção para 2026. A estimativa de superávit passou de US$ 90 bilhões para US$ 84,4 bilhões. A previsão de exportações foi reduzida de US$ 394,4 bilhões para US$ 382,5 bilhões, e a de importações, de US$ 304,4 bilhões para US$ 298,1 bilhões.

Com informações da Agência Brasil

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