A VarigLog deu início à demissão de 962 trabalhadores, side effects colocando ainda mais em evidência uma crise de rentabilidade que atinge a aviação comercial brasileira por causa da alta dos combustíveis.
“A crise tende a se agravar em todas as companhias aéreas por causa do alto custo do barril de petróleo, symptoms que tem um impacto muito grande nos gastos operacionais”, information pills disse à Agência Efe o presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores em Transportes Aéreos (FNTTA), Uébio José da Silva.
“A situação pode se complicar ainda mais, essa crise pode se agravar e ter um reflexo muito grande nas tarifas. Acho que quem vai pagar são os usuários e os trabalhadores”, acrescentou.
A VarigLog, por sua vez, não comentou o assunto.
Em sentido contrário ao da economia brasileira, as principais companhias aéreas do país parecem ter entrado em um período de turbulência, com queda nos lucros, diminuição de rotas e demissões em massa.
A VarigLog, ex-subsidiária da Varig, é a principal transportadora de carga por via aérea do Brasil.
Uébio explicou que as demissões começaram nesta segunda-feira, e que a VarigLog argumentou que tinha que reduzir seu pessoal porque restavam à companhia apenas três aviões, com a média mundial no setor de 100 trabalhadores por cada aeronave.
Foram demitidos 850 funcionários da área administrativa e 112 de bordo.
“O pior é que a VarigLog não tem capital suficiente para pagar a saída de pessoal” e já atrasou os pagamentos de salários, afirmou.
A turbulência parece estar afetando por igual TAM, Gol e OceanAir.
Hoje, a TAM reportou lucro líquido de apenas R$ 2,6 milhões no primeiro trimestre do ano, valor 95% menor que os R$ 59 milhões registrados no mesmo período do ano passado.
O resultado segue em linha com o anunciado pela Gol, que em 30 de abril último reportou prejuízo de R$ 74 milhões no primeiro trimestre – no ano passado, no mesmo período, havia informado sobre lucro de R$ 91,6 milhões.
As más notícias foram uma constante no setor esta semana. A OceanAir anunciou a demissão de 600 trabalhadores, que se juntarão aos 200 já despedidos há um mês.
A OceanAir pretendia crescer após adquirir no final de 2007 o que restou da BRA, companhia que sucumbiu em meio à crise.
Em seus esforços para reduzir custos, a OceanAir cancelou ainda seus vôos ao México e abortou um plano de seguir a Angola, diminuiu suas rotas dentro do Brasil de 37 para 25 e ficou com apenas 1.100 trabalhadores.
Quando anunciou seu prejuízo, em boa parte provocado pelas operações da Varig, a Gol atribuiu as perdas ao forte aumento de 78% em seus custos operacionais, provocados pelo aumento do preço dos combustíveis, que avançaram 83,8%.