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Economia

Arrecadação federal atinge recorde de R$ 222,1 bilhões em fevereiro

O resultado marca o maior valor para o mês desde 1995, impulsionado por contribuições previdenciárias e tributos como PIS/Cofins e IOF.

Redação Jornal de Brasília

24/03/2026 16h00

Foto: Agência Brasil

Foto: Agência Brasil

A arrecadação federal alcançou R$ 222,1 bilhões em fevereiro, o maior valor registrado para o mês desde o início da série histórica, em 1995. O resultado representa um crescimento real de 5,68% em comparação com fevereiro do ano passado, já descontada a inflação. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (24) pela Receita Federal.

No acumulado do bimestre, a arrecadação totalizou R$ 547,9 bilhões, com um aumento real de 4,41% em relação ao mesmo período de 2025. O desempenho foi impulsionado principalmente pela contribuição previdenciária e por mudanças recentes na legislação tributária, com destaque para o Programa de Integração Social (PIS) e a Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins), o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos de capital e o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

As receitas do PIS/Cofins somaram R$ 47,7 bilhões em fevereiro, com expansão real de 8,45% na comparação com o mesmo mês de 2025. No bimestre, o total chegou a R$ 104,1 bilhões, alta real de 6,19%. Segundo a Receita, a alta reflete o aumento no volume de vendas do comércio e de serviços, além do desempenho do setor de extração de petróleo.

O IOF arrecadou R$ 8,7 bilhões em fevereiro, com crescimento real de 35,73%, e R$ 16,8 bilhões no bimestre, aumento de 41,83%. O resultado é atribuído a alterações na legislação que ampliaram a incidência do imposto sobre novas operações financeiras.

O IRRF sobre capital registrou crescimento expressivo de 26,45% no bimestre, totalizando R$ 26,4 bilhões. O avanço foi influenciado por aplicações em renda fixa e pela tributação de Juros sobre Capital Próprio (JCP). No fim do ano passado, o Congresso aprovou o aumento da alíquota de IRRF para JCP de 15% para 17,5%, mas o impacto na arrecadação só ocorrerá a partir de abril.

A arrecadação da Previdência Social atingiu R$ 60,5 bilhões em fevereiro, com aumento real de 5,68%, atribuído ao crescimento de 3,89% na massa salarial e alta de 7,98% na arrecadação do Simples Nacional. No bimestre, o total foi de R$ 124,4 bilhões, crescimento de 5,58%. Houve também aumento de 23,42% nas compensações tributárias com débitos previdenciários e a reoneração escalonada da contribuição patronal.

Em contrapartida, a tributação sobre apostas online e jogos de azar gerou R$ 2,5 bilhões no bimestre, crescimento de 236% em relação ao mesmo período do ano passado, refletindo a regulamentação do setor.

Por outro lado, tributos ligados à importação recuaram: as receitas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Imposto de Importação caíram 10,37% no bimestre, devido à redução no volume de importações em dólar e à queda da taxa de câmbio.

Os resultados reforçam o caixa do governo no início do ano e contribuem para o cumprimento da meta fiscal de 2026, que prevê superávit primário de R$ 34,3 bilhões, excluindo precatórios e despesas fora do arcabouço fiscal. As regras permitem tolerância de 0,25 ponto percentual, autorizando resultado primário zero até superávit de R$ 68,6 bilhões em 2025.

*Com informações da Agência Brasil

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