Menu
Economia

Vida de investidor: saiba como evitar erros ao investir dinheiro

Arquivo Geral

25/02/2019 7h00

Foto: Vitor Mendonça/Jornal de Brasília

João Paulo Mariano
redacao@grupojbr.com

O desejo de um investidor é ver o seu dinheiro crescer. Pode ser em curto ou longo prazo. No entanto, no mundo dos juros compostos isso não é tarefa fácil. Se a pessoa não ficar atenta às armadilhas no meio do caminho, ela pode ver seu dinheiro ir pelo ralo devido às taxas ou falta de diversificação da carteira.

E isso é mais comum do que se pensa. O sócio-economista da G2W Investimentos, Mauro Chuairi, aponta que tem muito investidor perdendo dinheiro, até mesmo sem saber. Para ele, a principal armadilha das finanças é a falta de conhecimento. “Se a pessoa tem ciência do que faz, ela não se desespera mesmo perdendo algum dinheiro. É ruim, mas faz parte”, diz.

Foi justamente a falta de conhecimento que levou a biomédica Jailma Guimarães Caixeta Miyada, de 51 anos, a perceber que uma pequena parte de seu investimento no Tesouro Direto havia sumido.
No primeiro dia do ano, ela viu sair de sua conta de investimentos o valor da taxa de custódia. Foi uma surpresa, pois ela nem sabia de sua existência.

Jailma virou investidora há pouco tempo. Há um ano e nove meses seu marido faleceu e foi nesse momento que viu a necessidade de começar a pensar nessas coisas.
Até porque ela tinha a obrigação de cuidar da filha do casal, de 16 anos.

“Me vi em uma situação que precisei aprender. Tenho que ser cuidadosa com as contas, pois tenho que pensar no futuro da minha filha. Em especial o acadêmico”, relata a biomédica, que correu atrás de uma assessoria financeira para saber para onde seguir.

Foi justamente depois dessa ajuda que ela percebeu no que poderia aplicar seu dinheiro e que não havia bancos e financeiras que não cobrassem taxa de custódia. Assim ela teria mais lucro. Resolveu mudar o destino de suas aplicações financeiras.

A intenção é ter dinheiro o suficiente para viver com tranquilidade e conseguir investir no futuro de sua filha.

Para o economista da G2W Investimentos, Mauro Chuairi, a ciência que Jailma tem do que quer fazer com o investimento é imprescindível. “Quem não tem alvo claro, pode tomar decisões aleatórias. A pessoa pode trabalhar muito para pagar apenas os custos fixos e não alcançar os planos”, entende.

O outro vilão apontado pelo especialista, além do desconhecimento e falta de objetivo, é não entender o que significa ou quais são os ganhos reais em cada investimento. Até porque é possível buscar essa informação com um assessor de finanças ou mesmo nas páginas da Bolsa de Valores ou das financeiras.


Caminho das pedras

  • RENDA FIXA: Apesar de apresentar mais segurança, os rendimentos são menores que em outras possibilidades, como nas ações.
  • É necessário ter atenção também com as taxas cobradas. Se as tarifas da financeira ou banco forem altas podem invalidar o investimento.
  • Existem bancos e financeiras com taxa zero.
  • RENDA VARIÁVEL: O maior problema é não entender que o investimento vai ter volatilidade e que pode virar uma grande armadilha.
  • Se a pessoa agir na emoção quando suas ações, por exemplo, estiverem em baixa e começar a vendê-las, pode perder muito dinheiro.
  • É preciso exercer a inteligência emocional e não ir pela vontade de comprar e vender. Nada ocorre do dia para a noite.
  • É preciso paciência e contar com auxílio profissional de especialistas confiáveis. Todo cuidado é pouco, inclusive com bancos e corretoras.

Complicações da renda fixa e variável

Para o economista da G2W Investimentos, Mauro Chuairi, é preciso saber qual o valor da taxa básica de juros Selic – atualmente em 6,5% -, e a inflação (em torno de 3%). Apesar de, a primeira vista, parecerem números complicados, eles podem definir se a pessoa está realmente ganhando dinheiro.

Por exemplo, se um investimento tem um rendimento bruto de 4% ao ano, a pessoa está ganhando apenas 1% em cima do valor, pois é preciso tirar os 3% da inflação.

Jailma Guimarães se considera bastante conservadora em relação aos investimentos. Ela acredita que dessa forma é mais garantido ter segurança de aumento de patrimônio no presente e também no futuro.

 

Consciência dos gastos

Mauro Chuairi considera que não há problema em ser conservador nas finanças, a complicação é permitir a perda financeira devido a isso. Se na renda fixa a pessoa está ganhando quase nada pode ser o momento de procurar outras possibilidades.

As armadilhas estariam tanto na renda fixa como na variável. Se as pessoas têm dificuldade para saber quais seriam os percalços, pode ser que tenha chegado o momento de procurar um assessor financeiro.

Porém, mesmo com uma consultoria, é preciso que a pessoa tenha consciência dos seus gastos e de seus investimentos. Até porque o controle da vida financeira de qualquer pessoa deve ser dela mesmo.

 

Endividamento
Quanto menos conhecimento a pessoa tiver, mais difícil será para ela ver seu dinheiro crescer. Por isso, é preciso investir na educação financeira.

Talvez isso não tire a necessidade de contratar um auxílio profissional, mas deixará a pessoa ciente de tudo que ela pode e não pode gastar. Até porque, para se investir dinheiro, é preciso evitar o endividamento: um dos maiores ralos financeiros.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado