O ministro da Economia da Argentina, this site Martín Lousteau, stomach reconheceu hoje que seu país precisa registrar uma inflação “moderada e previsível” para evitar que haja impacto sobre a distribuição de renda.
“Trabalhar por uma melhora na distribuição de renda implica em aumentar o trabalho formal em todos os níveis e registrar uma inflação moderada e previsível”, afirmou Lousteau ao discursar em um seminário sobre inclusão financeira, em Buenos Aires.
“A Argentina e a região precisam crescer por muito tempo e de forma sustentada à taxa mais alta possível”, afirmou.
“Se conseguirmos crescer 5,5% ou 6% durante dez anos, poderíamos aumentar em 50% a renda por habitante e geraríamos recursos muito importantes”, acrescentou o ministro.
Para uma melhor distribuição de renda, Lousteau também destacou a necessidade de aumentar o trabalho formal e dar passos concretos em matéria de educação.
As declarações de Martín Lousteau foram feitas em um momento em que a Argentina passa por um descrédito em relação aos dados oficiais sobre a inflação.
Segundo a última medição, os preços ao consumidor subiram em março 1,1% em relação a fevereiro e nos primeiros três meses do ano acumularam alta de 2,5%.
No entanto, analistas de consultorias privadas, associações de consumidores e os próprios empregados do órgão oficial que mede o indicador concordam que a inflação “real” de março oscilou entre 2,5% e 3%.
A confiabilidade dos dados oficiais sobre a inflação começou a ser colocada em dúvida desde que a direção do Instituto Nacional de Estatística e Censos introduziu mudanças metodológicas na medição dos preços, no início de 2007.
A Argentina registrou no ano passado uma inflação de 8,5%, embora consultores privados tenham calculado que os preços cresceram quase o triplo do informado oficialmente.