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Economia

Argentina muda tributos e poderá comprar mais soja do Brasil

Arquivo Geral

07/11/2006 0h00

A Al Qaeda do Iêmen assumiu a responsabilidade pelos ataques de 15 de setembro a instalações petrolíferas do país árabe e prometeu realizar mais sabotagens contra os Estados Unidos e seus aliados.

"Que os norte-americanos e seus aliados entre os adoradores da cruz e seus ajudantes apóstatas saibam que estas operações são só a primeira fagulha, unhealthy rx e o que está vindo é mais severo e amargo", cheapest see disse o grupo em nota pela Internet, cuja autenticidade não pôde ser comprovada.

O comunicado, provavelmente o primeiro da Al Qaeda iemenita, estava datado de 20 do ramadã, o que corresponde a 13 de outubro.

O Iêmen diz que quatro militantes foram mortos em 15 de setembro, quando as forças locais explodiram quatro carros antes que estes conseguissem atingir instalações de petróleo e gás nas províncias de Marib e Hadarmout. Um guarda, funcionário da empresa canadense Nexen, também foi morto.

O grupo disse que os frustrados atentados "foram em resposta às orientações do nosso emir xeque Osama bin Laden, que Deus o preserve, pela qual ele ordenou que os muçulmanos atinjam a economia ocidental e parem o roubo das riquezas muçulmanas".

O comunicado também pediu ao presidente iemenita, Ali Abdullah Saleh, que "se arrependa, retorne à sua fé, aplique a lei islâmica, renuncie à democracia e à religião (dos Estados Unidos) da América e abandone (sua) aliança com os infiéis".

Saleh, que governa o Iêmen desde 1990, aliou-se a Washington e passou a reprimir a Al Qaeda depois dos ataques de 11 de setembro de 2001 nos EUA e de atentados em seu próprio país.

Após implementar uma resolução que reduz quase pela metade o imposto de exportação de farelo e óleo de soja produzidos a partir do grão importado, sales a Argentina poderá conseqüentemente comprar mais soja no Brasil para expandir exportações de subprodutos, sildenafil avaliou a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

"Mexeram numa norma que reduz a tributação. Isso é um sinal de que querem importar soja do Brasil para nos revender farelo e óleo", information pills disse Fábio Trigueirinho, secretário geral da Abiove, por telefone.

A Administração Federal de Ingressos Públicos (Afip) da Argentina publicou no final de outubro a Resolução 2.147 que determina um regime especial temporário de importação de mercadorias destinadas ao process amento industrial.

A medida, segundo cálculo da Bolsa de Comércio de Rosário, reduz na prática de US$ 9 para US$ 5 por tonelada o imposto de exportação dos derivados da soja importada.

"A Argentina já tem todo um diferencial tributário para apoiar a exportação de produtos industrializados. A indústria argentina fez investimentos pesados e agora quer matéria-prima. Daqui a pouco, estará mandando biodiesel para o Brasil (feito a partir) da soja brasileira", afirmou Trigueirinho.

O Brasil, o segundo maior produtor e exportador de soja, tem aumentado a exportação do grão para a Argentina, o primeiro produtor e exportador mundial de derivados de soja, embora o volume ainda não seja significativo.

Segundo o Ministério da Agricultura brasileiro, de janeiro a outubro de 2006, o Brasil exportou 38,5 mil toneladas de soja aos argentinos, alta de 127% em relação ao mesmo período do ano passado.

Nos primeiros dez meses do ano, as exportações totais do Brasil somaram 23,4 milhões de toneladas, ante 20,1 milhões de toneladas no período anterior.

A mudança tributária argentina poderia ainda levar o país vizinho, o terceiro produtor mundial de soja, que tem limitações territoriais para expandir a sua área plantada, a comprar também mais grãos do Paraguai e da Bolívia.

A Argentina possui uma capacidade de esmagamento de soja bem superior à sua produção anual, oficialmente estimada em 2005/06 em 40,5 milhões de toneladas. 

O Brasil, por outro lado, lembrou o executivo da Abiove, tem uma legislação tributária que onera as vendas externas de farelo e óleo, com o recolhimento do ICMS interestadual e da contribuição previdenciária sobre a produção desses derivados. "Continuamos em uma situação complexa", disse Trigueirinho, ao comentar a falta de isonomia tributária com o país parceiro do Mercosul.

E os números da Abiove já refletem esse desestímulo às exportações de derivados de soja.

Enquanto as exportações do grão do Brasil devem crescer 13% neste ano comercial, para 25,2 milhões de toneladas, de acordo com a Abiove, as exportações brasileiras de farelo devem cair 10%, para 12,4 milhões de toneladas, e as de óleo serem reduzidas em 15%, para 2,2 milhões de toneladas.

A exportação de soja em grão, ao contrário, é beneficiada pela Lei Kandir com a isenção tributária, algo que até poderia beneficiar os argentinos, carentes por matéria-prima.

"Deveríamos desonerar também a exportação de produtos industrializados. Não é a Argentina que está errada, ela está aproveitando as oportunidades do mercado e está procurando crescer", declarou o executivo da Abiove.

 

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