O anúncio foi feito de forma conjunta pelo secretário de Indústria da Nação do Governo Argentino, Fernando Fraguío, e seu par brasileiro, Ivan Ramalho, durante uma entrevista coletiva.
“Fechamos um acordo para trabalhar em um novo regime de cinco anos, que inclua monitoração trimestral da produção, sobre o desenvolvimento de autopeças, modelos, e tudo que se refere ao setor automotivo”, disse Fraguío.
O acordo em vigor atualmente vence em junho e o Brasil vem se esforçando para conseguir a liberação total do comércio.
A Argentina, no entanto, se opôs veemente a essa possibilidade, mas agora decidiu aceitá-la, com algumas condições.
A possibilidade de um regime de livre-comércio para o setor automotivo “faz parte de um todo. Uma vez que certos requisitos sejam cumpridos, nesses cinco anos, passaremos a uma liberação total do comércio. Não será de forma escalonada”, explicou Fraguío.
O secretário argentino destacou que embora o acordo não mencione a quantidade de autopeças argentinas na fabricação de automóveis, “existe um compromisso das montadoras em aumentar o componente de peças nacionais”.
Atualmente, a cada dólar exportado pela Argentina em produto automotivo, o país pode importar US$ 1,95 e a mesma relação funciona para o Brasil.
Os técnicos trabalharão agora em uma nova relação deste tipo e temas adicionais que não foram especificados.
Ramalho, por sua vez, destacou a importância destas negociações ao detalhar que o comércio bilateral atingirá este ano US$ 30 bilhões, dos quais US$ 12 bilhões “são do setor automotivo”.
O Brasil importa US$ 10 bilhões anuais em autopeças, dos quais apenas 12% provêm da Argentina. “Nós queremos aumentar essa proporção”, afirmou Ramalho.
As conversas continuarão nesta quarta-feira e a intenção é chegar à próxima reunião, que será definitiva, com o mínimo de pontos para ainda serem discutidos. O novo encontro acontecerá no dia 15 de maio no Brasil, conforme anunciaram ambos os representes.