O secretário de Transportes argentino, abortion Ricardo Jaime, ed confirmou hoje negociações com a Embraer para renovar a frota da Aerolíneas Argentinas e de sua subsidiária Austral.
“O plano a médio prazo é poder renovar toda a frota (para vôos domésticos) que está sendo operada por aviões MD, para que no futuro possamos operar com aparelhos da Embraer, de 70 a 90 lugares”, disse Jaime a uma comissão de deputados que analisa o resgate da Aerolíneas Argentinas.
“Iniciamos as negociações para isso. Viajaremos em breve ao Brasil para ver quais são as condições gerais, disponibilidade (de entrega de aviões) e condições de crédito”, disse.
Somente pouco mais da metade da frota que opera em vôos domésticos na Argentina está em condições técnicas para voar.
Esse número é insuficiente para cobrir as rotas assumidas pela Aerolíneas Argentinas, que controla 80% do mercado doméstico.
Fontes sindicais consultadas pela Agência Efe indicaram que a Argentina gastaria cerca de US$ 400 milhões para renovar a frota da companhia aérea.
A negociação com a Embraer pode ser facilitada pelo fato de a Argentina estar encontrando dificuldades para conseguir crédito no exterior, o que atrapalharia a negociação com Boeing e Airbus, que tradicionalmente fornecem aparelhos para a Aerolíneas Argentinas.
Além disso, a Embraer surge como uma aposta mais segura por causa da aliança política entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a governante da Argentina, Cristina Fernandez de Kirchner.
Nesta segunda-feira, os dois governantes incluíram a situação da Aerolíneas Argentinas na agenda de um diálogo bilateral que ocorreu em Buenos Aires.
A Aerolíneas Argentinas tem uma dívida de US$ 890 milhões e perde cerca de US$ 1 milhão por dia, além de ter a metade de sua frota parada por problemas técnicos.