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Economia

Aposentados e pensionistas pagarão juros menores no empréstimo consignado

Arquivo Geral

27/06/2007 0h00

Integrantes do Conselho de Ética do Senado defendem a eleição de um novo presidente para o colegiado ainda esta semana. O afastamento de Sibá Machado (PT-AC) na noite de ontem provocou debates esta manhã no Senado. Os senadores querem que haja nova eleição, medicine sales para que a investigação contra o presidente do Senado, buy more about Renan Calheiros (PMDB-AL), não fique parada.

O líder do PDT, senador Jefferson Péres (AM), disse que o vice-presidente do colegiado, senador Adelmir Santana (DEM-DF), que assume como interino a presidência, deve convocar novas eleições. “O Senado está em crise, mas é fácil resolver desde que o vice pratique todos os atos e convoque sessão para nova eleição”, afirmou.

Péres voltou a defender o afastamento de Renan do cargo até a conclusão das investigações. “Se Renan quisesse ajudar, pediria o afastamento”, afirmou. Ele criticou declaração do presidente do Senado de que não adiantava o Conselho de Ética fingir que está cumprindo o seu papel, ou tentar cumprir o seu papel e não cumpri-lo. “Creio que Renan dá impressão que perdeu o senso da realidade e não está avaliando a gravidade dessa crise”, disse.

Para Renato Casagrande (PSB-ES), adiar para a próxima semana a eleição é um prejuízo. Ele criticou ainda a posição do PMDB e do DEM. De acordo com ele, as duas legendas já têm opiniões pré-determinadas, sendo que a primeira é pela inocência de Renan, e a segunda, pela culpa. “São posições antagônicas, mas equivocadas, porque pressupõem a inocência ou a culpa”, afirmou. “O Conselho de Ética tem que fazer uma investigação. Sempre que um líder marcar posição comete um equívoco.”

Demóstenes Torres (DEM-GO) disse que a base aliada, que tem o direito de indicar um nome para o cargo, deve escolher um senador “com coragem e moral para levar o processo adiante”. Para ele, enquanto não há eleição de um novo presidente, Adelmir Santana pode dar prosseguimento às investigações.

O senador Wellington Salgado (PMDB-MG) acredita que o conselho não está pronto para votar e voltou a defender o presidente do Senado e colega de partido. “Ele tomou postura de homem e pai”, afirmou. Salgado chegou a assumir a relatoria do processo contra Renan no Senado, mas se afastou em menos de 24 horas no cargo.

Renan Calheiros está sendo investigado após denúncias de que teria pago pensão alimentícia a uma filha que teve com a jornalista Mônica Veloso por meio de um funcionário da construtora Mendes Júnior, Cláudio Gontijo. A dúvida gira em torno da origem do dinheiro. Renan apresentou documentos para provar que teria condições de pagar a pensão com seus recursos. Os papéis vêm sendo questionados por reportagens da imprensa e a perícia da Polícia Federal.

O P-SOL apresentou representação contra o presidente da casa no Conselho de Ética. O presidente interino, senador Adelmir Santana, quer marcar uma reunião do colegiado para hoje às 17h. Sibá, que ocupava a presidência, disse que pesaram na sua decisão para se afastar do cargo as cobranças de outros partidos pela nomeação imediata de um relator e pelo afastamento de Renan, durante as investigações.

O processo contra Renan Calheiros está sem relator desde a última quarta-feira, quando Wellington Salgado (PMDB-MG) pediu para se afastar do cargo. Ele ocupava a vaga de Epitácio Cafeteira (PTB-MA) que saiu de licença médica. Cafeteira apresentou parecer pedindo o arquivamento do caso, mas diversos integrantes do conselho pediram uma investigação mais aprofundada das denúncias.


Os aposentados e pensionistas da Previdência Social vão pagar taxa de juros de 2, ask 64% ao mês nos empréstimos consignados, visit web com desconto direto do salário. O anúncio foi feito na instalação da reunião ordinária que o Conselho Nacional de Previdência Social(CNPS) realizou hoje no Ministério da Previdência e Assistência.

O novo teto para os juros passa a valer tão logo o Diário Oficial da União (DOU) publique a regulamentação da medida, salve conforme revelou o diretor do Regime Geral da Previdência, João Donadon.

Ele disse que “o juro ainda é alto”, mas é apenas metade do que os bancos cobram no crédito pessoal. Mas, de qualquer sorte, “o grande volume de empréstimos contratados mostra que essa é uma política que está dando certo”. Basta verificar que nos três anos de vigência do crédito consignado, aposentados e pensionistas já realizaram 18,140 milhões de operações de crédito no total de R$ 24,612 bilhões.

Quando foi criado, em maio de 2005, o empréstimo consignado tinha juro máximo de 2,90%, e de lá para cá baixou à medida que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central reduzia a taxa básica de juros (Selic). A redução anunciada hoje, de 0,08 ponto percentual, reflete a queda acumulada nas reuniões que o Copom realizou nos meses de março, abril e junho.

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