A América Latina se ressentirá da crise financeira internacional, store mas alguns países estão mais bem preparados para enfrentá-la por contar com políticas fiscais eficientes e um adequado gasto público, healing disseram hoje analistas.
Ana Guevara, view diretora-executiva de turno do Banco Mundial (BM), afirmou que a região pode enfrentar melhor “a tempestade”, pois alguns Governos introduziram medidas para diminuir o impacto da crise.
“Mas nem todos os Governos estão na mesma situação. Os países que terão um melhor desempenho são aqueles que implementaram políticas fiscais (responsáveis)”, ressaltou a funcionária.
Guevara e analistas econômicos analisaram em Miami o panorama da região para 2009 no 5º Fórum Anual de Previsões Impactos da Crise Financeira Global em 2009, organizado pelo Conselho das Américas.
A funcionária considerou que, desta vez, a crise econômica na região não tem origem estritamente na má gestão governamental.
Após seu pronunciamento, ela informou que o BM destinará US$ 24,7 bilhões como fundos creditícios para encarar a crise global, dos quais US$ 6,4 bilhões serão destinados à América Latina e ao Caribe.
Douglas Smith, chefe econômico para a região do Standard Chartered Bank, destacou que há uma década era improvável pensar que, a níveis macroeconômicos, a região poderia encarar com melhores expectativas uma crise desta dimensão.
Ele mostrou ceticismo com que os Estados Unidos, apesar da recessão vivida atualmente, estejam a caminho de sofrer uma “grande depressão financeira”.
O diretor para a América Latina da empresa Kroll, John Price, previu que, como conseqüência da crise, o investimento estrangeiro direto diminuirá na região, mas os investidores regionais preencherão esse vazio.
Quanto a como os países enfrentarão a crise, Price coincidiu em afirmar que o desafio seria diferente entre as nações que implementaram e mantiveram políticas fiscais responsáveis daquelas Administrações que desperdiçaram os recursos do erário.
“Por um lado, temos Brasil, México, Chile, Peru e Colômbia, que se caracterizaram por políticas fiscais mais responsáveis e por outro lado, temos Venezuela, Equador e Argentina”, ressaltou.