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Economia

Analistas defendem modelo financeiro do Banco do Sul diferente de FMI e BM

Arquivo Geral

23/06/2008 0h00

Analistas internacionais e autoridades financeiras da América do Sul, cialis 40mg que se reúnem de hoje até sexta-feira para um debate sobre o Banco do Sul, em Quito, concordaram que o novo modelo financeiro da região deve ser diferente do aplicado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e pelo Banco Mundial (BM).

Roberto Goodland, ex-gerente da Divisão Meio Ambiental e Social do BM, criticou o organismo multilateral e o acusou de ter deixado na América Latina uma “pobreza maior”, apesar de ter defendido a “redução da pobreza”.

Goodland afirmou que a nova estrutura financeira deve buscar a “eliminação da pobreza” como uma estratégia que promova o emprego, melhore a qualidade alimentícia, a saúde, a educação e apóie os pequenos agricultores em toda a região.

Ele também sugeriu que essa nova arquitetura deve promover a governabilidade na América Latina e renunciar ao uso exclusivo da força econômica como fator de desenvolvimento.

Segundo o analista, o BM e o FMI, ao aplicarem um modelo “financista”, ampliaram as diferentes entre os países da região e esqueceram do meio ambiente como componente do desenvolvimento, ao tmesmo tempo em que defendia a proteção da Amazônia.

O ex-funcionário do BM disse que o Banco do Sul deve mudar a matriz energética do continente, submissa ao petróleo, por energias renováveis.

O economista francês Eric Toussaint, presidente do Comitê para a Abolição da Dívida no Terceiro Mundo e que também apóia a iniciativa do Banco do Sul, assegurou que as nações pobres devem se esforçar para mudar o modelo imposto pelos órgãos financeiros internacionais.

Segundo Toussaint, o Banco do Sul deve rejeitar “o código genético antidemocrático do BM e do FMI”, que, segundo ele, submeteram os países pobres a uma dependância das necessidades das potências que sustentam a esses organismos.

Eisuke Suzuki, ex-diretor-geral do Banco Asiático de Desenvolvimento, defende que o Banco do Sul deve ser “um veículo para alcançar as aspirações da América Latina”.

Para Suzuki, a nova entidade regional teria que basear seu funcionamento na cooperação sul-sul e fortalecer a “solidariedade” entre vizinhos com o objetivo de reduzir as diferenças e buscar a justiça e igualdade.

O encontro em Quito contou com a participação de analistas e autoridades de Argentina, Bélgica, Brasil, Bolívia, Canadá, Colômbia, Costa Rica, Chile, Equador, Estados Unidos, França, Finlândia, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

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