Ambos mantiveram um encontro reservado em Brasília, durante o qual, segundo fontes consultadas pela Agência Efe, foram debatidas as posições que os dois países levarão à reunião do Grupo dos Vinte (G20, que reúne as nações mais ricas e principais emergentes) que será realizada em abril em Londres.
Nesse sentido, porta-vozes do Itamaraty disseram que Amorim e Cannon reiteraram que a crise não pode afetar o livre-comércio, apesar de a situação econômica mundial poder se agravar caso se adotem medidas protecionistas.
Os chanceleres também discutiram assuntos relacionados à 5ª Cúpula das Américas, convocada para abril em Trinidad e Tobago, e diversos programas de cooperação que os países desenvolvem no Haiti.
Ambos também analisaram as possibilidades existentes para potenciar a troca bilateral, que, no ano passado, chegou a US$ 5 bilhões, um aumento de 24,7% frente a 2007.
Durante sua estadia em Brasília, aonde foi após uma visita a São Paulo, Cannon se reuniu com o ministro da Ciência e Tecnologia, Sérgio Rezende, com quem analisou uma possível cooperação bilateral na área de energias renováveis.
Cannon e Rezende analisaram o interesse do Canadá em trabalhar com o Brasil em projetos científicos e de pesquisa em diversas áreas, entre as quais destacaram particularmente a agrícola e a hidroelétrica.
Após se reunir com Amorim, Cannon viajou para o Rio de Janeiro, onde, amanhã, se encontrará com empresários da Câmara de Comércio Brasil-Canadá e com membros da ONG Viva Rio.
Em seguida, almoçará com o prefeito Eduardo Paes, na última atividade oficial de sua visita antes de voltar ao Canadá.