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Economia

Amorim anuncia nova cúpula do G20 para fevereiro ou março

Arquivo Geral

14/11/2008 0h00

Os membros do Grupo dos Vinte (G20, purchase que reúne os países mais ricos e os principais emergentes) preparam uma cúpula de chefes de Estado que será realizada no final de fevereiro ou em março no Reino Unido, anunciou hoje o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim.

“Seria natural” que fosse no Reino unido, porque será o próximo país que presidirá o G20 – atualmente liderado pelo Brasil -, disse o chanceler em Washington, onde amanhã serão realizadas as reuniões de trabalho dos chefes de Estado do grupo sobre a crise financeira internacional.

O ministro disse que na reunião na capital americana deverão ser criados grupos de trabalho para preparar as propostas detalhadas para redesenhar o sistema financeiro.

“Todos os países admitem a necessidade da regulação do sistema financeiro para devolver a confiança, que existam regras claras, transparência. Poderá haver divergência sobre o tipo de regulação”, acrescentou o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Ele pediu mais gastos públicos em nível mundial para evitar a possibilidade de uma recessão global.

Ao mesmo tempo, enfatizou que “a política monetária e fiscal deve ser harmonizada” entre as nações, para evitar que alguns injetem liquidez e outros se beneficiem dessas medidas, mas não façam contribuições próprias à solução do problema.

Os ministros falaram à imprensa após as reuniões que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva manteve com os primeiros-ministros do Reino Unido, Gordon Brown, e da Austrália, Kevin Rudd, com os quais houve “muita sintonia”, segundo declararam.

Hoje, os líderes se reunirão em um jantar oferecido pelo presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, na Casa Branca.

A grande ausência da reunião será o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, mas a delegação brasileira disse esperar que apoiará ainda com mais energia que Bush a necessidade de que o Governo afrouxe o bolso para revitalizar a economia.

“O que se espera de Obama é que ele vá mais fundo” que a Administração atual, apontou Mantega.

Na cúpula, o Brasil pressionará para que no comunicado final seja mencionado o fim do ano como a meta para alcançar um acordo nos assuntos mais polêmicos das negociações da Rodada de Desenvolvimento de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC).

Essa foi também a posição do secretário-geral dessa entidade, o francês Pascal Lamy, que disse que é possível um pacto sobre a redução dos obstáculos ao comércio em agricultura e bens industriais para essa data.

“O comércio é como uma bicicleta, ou você anda para a frente o você cai”, Amorim.

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