O ambiente para os negócios na América Latina atingiu em abril o pior nível desde o início de 2003, dosage enquanto o Brasil conseguiu se manter com a mesma pontuação na classificação individual, subindo para o terceiro lugar entre as nações da região, de acordo o Índice de Clima Econômico medido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e pelo Instituto Ifo da Universidade de Munique.
Na classificação individual, o Brasil manteve em abril os mesmos 6,6 pontos de janeiro e deslocou do terceiro lugar a Costa Rica – que caiu de 7,1 pontos, em janeiro, para 6,3 pontos em abril.
Em relação a toda a América Latina, as instituições observam que a expectativa de negócios não se deteriorou tanto nos últimos meses como no resto do mundo.
Segundo o estudo, que é divulgado trimestralmente, o Índice de Clima Econômico da América Latina ficou em 4,9 pontos em abril de 2008 frente aos 5,2 pontos medidos em janeiro.
O índice também caiu na comparação com abril do ano passado (5,8 pontos) e ficou abaixo dos 5,0 pontos pela primeira vez, desde o primeiro trimestre de 2003, o que é considerado como um ambiente negativo para os negócios.
Segundo a FGV, o ambiente para os negócios na América Latina em abril também ficou abaixo da média nos últimos dez anos (5,1 pontos).
A pesquisa também mostrou uma deterioração do Índice de Situação Atual, que reflete o estado atual da economia, e no Índice de Expectativas, que expressa a visão em relação ao futuro. A média dos dois compõe o Índice de Clima Econômico.
Enquanto isso, o Índice de Situação Atual registrou em abril 5,8 pontos, abaixo dos 6,3 pontos medidos em janeiro e dos 6,1 pontos do mesmo mês do ano passado. O indicador não era tão baixo desde outubro de 2006 (5,8 pontos), embora tenha permanecido acima da média dos últimos dez anos (4,7 pontos).
Por sua parte, o Índice de Expectativas caiu de 4,1 pontos em janeiro para 4,0 pontos em abril e perdeu 1,5 pontos desde abril de 2007 (5,5 pontos).
A chamada Pesquisa Econômica da América Latina é elaborada mediante consultas trimestrais a economistas das maiores economias da região. O estudo de abril ouviu 133 especialistas em 16 países.
De acordo com a FGV, a deterioração dos índices na América Latina acompanha a tendência mundial provocada pela crise de crédito nos Estados Unidos.
O próprio Índice de Clima Econômico em nível mundial caiu de 5,1 pontos em janeiro para 4,6 pontos em abril e o Índice de Expectativas em nível mundial caiu de 4,1 para 3,8 pontos no mesmo período.
“Os resultados, no entanto, mostram que a piora das expectativas é mais acentuada em nível mundial que na América Latina”, segundo o estudo.
“A América Latina ocupa a quinta posição na comparação com os índices de clima econômico das sete regiões em que o Instituto Ifo realiza a pesquisa”, acrescenta.
“Em todas as regiões há uma queda nos índices, mas os resultados confirmam as previsões de que a atual crise dos EUA tem um menor impacto nos mercados emergentes que nos países desenvolvidos”, conclui.
Na classificação individual, o Brasil manteve os mesmos 6,6 pontos de janeiro e deslocou do terceiro lugar a Costa Rica (que caiu de 7,1 pontos, em janeiro, para 6,3 pontos em abril).
“Descobertas de petróleo, obtenção do grau de investimento e crescimento econômico em 2007 são alguns dos fatores que ajudaram o Brasil a subir da sétima posição, em abril de 2007, para a terceira em abril de 2008”, explica o estudo.
O Uruguai se manteve em abril como o país com melhor Índice de Clima Econômico na América Latina, com 7,6 pontos, abaixo dos 7,8 pontos de janeiro; enquanto o Peru manteve-se no segundo lugar com 7,4 pontos (frente a 7,5 pontos em janeiro).
Em seguida ficaram Colômbia (6,0 pontos), Chile (6,0 pontos) Paraguai (5,6 pontos), Venezuela (4,8 pontos), Bolívia (4,8 pontos) e México (4,8 pontos).
Argentina, que em janeiro era o oitavo na lista, com 5,2 pontos, caiu para 11º lugar em abril com 4,3 pontos, enquanto o Equador permaneceu no último lugar com 3,4 pontos (frente a 3,5 pontos em janeiro).