Menu
Economia

Ambev investe R$ 10 bilhões no País e reforça papel da cerveja como motor da economia

Em um país onde a cerveja faz parte da cultura, da economia e do cotidiano, a força dessa indústria vai muito além do copo.

Redação Jornal de Brasília

12/01/2026 13h43

Foto: Ambev/Divulgação

Com aportes em indústria, inovação e digitalização, companhia amplia presença regional, impulsiona empregos, arrecadação e fortalece uma cadeia que já responde por 2% do PIB brasileiro.

Em um país onde a cerveja faz parte da cultura, da economia e do cotidiano, a força dessa indústria vai muito além do copo. Espalhada por diferentes regiões, a cadeia cervejeira movimenta empregos, renda, inovação e arrecadação em larga escala — e ajuda a explicar por que o Brasil ocupa hoje a posição de terceiro maior produtor mundial, atrás apenas de Estados Unidos e China. Nesse contexto, a Ambev tem ampliado seu protagonismo como um dos principais motores desse ecossistema.

Nos últimos três anos, a companhia investiu mais de R$ 10 bilhões no Brasil, em uma estratégia que combina modernização industrial, expansão produtiva, inovação de portfólio e plataformas digitais. Os aportes reforçam o papel da empresa como geradora de riqueza para a sociedade, com impacto direto sobre emprego, arrecadação de impostos e desenvolvimento regional.

Um estudo recente da Fundação Getúlio Vargas (FGV) aponta a Ambev como a empresa de capital aberto do setor de bens de consumo que mais gera riqueza no País, ao considerar fatores como amplitude da cadeia de fornecedores, impostos pagos e remuneração da força de trabalho. Só em 2024, a companhia pagou R$ 42 bilhões em impostos, taxas e contribuições, R$ 7.6 bilhões em salários, e R$ 60 bilhões a fornecedores.

Cadeia ampliada

A relevância econômica do setor ajuda a dimensionar esse impacto De acordo com o Sindicato Nacional das Indústrias de Cerveja (Sindicerv), a categoria cervejeira emprega 2,5 milhões de pessoas — entre postos diretos, indiretos e induzidos —, paga mais de R$ 27 bilhões em salários por ano e responde por cerca de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

“São aportes que aumentam a nossa capacidade operacional, fazendo nossos produtos e inovações chegarem a mais gente e trazendo eficiência para o nosso negócio, ao mesmo tempo que geram empregos e renda”, afirma Anna Paula Alves, diretora de Categoria Cervejeira da Ambev.

Segundo a executiva, os investimentos recentes buscam sustentar um círculo virtuoso de crescimento. “Como líderes do setor, vamos continuar gerando valor para o País e, para isso, estamos focados em desenvolver a categoria, que impacta uma cadeia imensa”, diz.

Indústria regional

Os recursos aplicados nos últimos três anos alcançaram Estados de todas as regiões do Brasil, com a construção de novas plantas e a expansão de linhas de produção de cervejas, outras bebidas e embalagens. A inauguração mais recente ocorreu em dezembro, em Carambeí, no Paraná, onde a Ambev investiu mais de R$ 1 bilhão em uma fábrica de vidros.

Com capacidade para produzir 600 milhões de garrafas por ano, a unidade tem papel estratégico no avanço de dois segmentos que ganham espaço no mercado brasileiro: as cervejas premium e as opções sem álcool. Desde 2019, rótulos premium como Spaten, Corona, Stella Artois e Original cresceram 200% e já representam quase 21% do volume produzido pela companhia. No mesmo período, as cervejas zero álcool — como Brahma 0,0%, Bud Zero e Corona Cero — mantêm trajetória consistente de crescimento.

“São rótulos que já mostram o valor gerado pelas nossas inovações. Ampliamos nosso portfólio para nos mantermos próximos dos consumidores, atendendo diferentes estilos e ampliando ocasiões de consumo”, afirma Anna Paula. “Acompanhar essa evolução e inovar com agilidade é essencial para desenvolver a categoria cervejeira”, completa.

Plataformas digitais

Paralelamente aos investimentos industriais, a Ambev tem acelerado a digitalização do seu ecossistema. O Zé Delivery, maior aplicativo de entrega de bebidas do País, avançou mais de 30% em número de pedidos no terceiro trimestre de 2025 e já soma mais de nove milhões de compradores. Na outra ponta, a companhia atende mais de 1,1 milhão de PDVs com o BEES, plataforma que conecta seus clientes a produtos próprios e de mais de 40 indústrias.

“Somando tecnologia com uma indústria forte e capilar, conseguimos mover o ponteiro agora e direcionar o negócio para um caminho sustentável nos próximos anos”, diz a executiva. “Esse conjunto de iniciativas nos permite crescer e seguir como um importante motor da economia nacional”, conclui.

Estadão Conteúdo.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado