A alta nos combustíveis pressionou a taxa da inflação em julho, cujos preços subiram, em média, 0,47% no mês, depois de caírem 4,25% em junho. O litro da gasolina, que havia registrado queda de 3,94% um mês antes, teve alta de 0,15% no período.
Somente este ano a gasolina acumula alta de 6,30%, superior à elevação registrada durante todo o ano passado (1,67%). O etanol subiu de janeiro a julho, 10,19%.
Segundo o Índice de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a alta no etanol pode ser explicada por problemas na safra da cana-de-açúcar, que deve ter redução de 5% este ano, e pela perda de qualidade do produto em função de problemas climáticos, além do aumento da frota de carros flex no país.
Com isso, a taxa do grupo transportes, também pressionada pelas tarifas de ônibus interestaduais (de 0,55% para 5,60%), que tiveram reajuste em julho, passou de – 0,61% para 0,46% no período.
Já os alimentos tiveram queda forte em julho, tendo passado de -0,26% para –0,34%, de acordo com o levantamento do IBGE. Ficaram mais baratos na passagem de um mês para o outro o tomate (-15,32%) e as carnes (-1,12%).
Entre as regiões, Brasília registrou o maior índice (0,60%) e Recife (-0,15%), o menor.
O documento do IBGE também mostra que a inflação acumulada no período de 12 meses encerrado em julho ficou em 6,87% e atingiu o resultado mais elevado desde junho de 2005, quando ficou em 7,27%. Em junho de 2011, o índice acumulado havia sido 6,71%.
O IPCA se refere às famílias com rendimento até 40 salários mínimos e abrange nove regiões metropolitanas do país, além do município de Goiânia e de Brasília. Para o cálculo do índice de julho foram coletados preços entre 29 de junho e 27 de julho e comparados àqueles vigentes entre 28 de maio e 28 de junho.