Sheila Oliveira
sheila.oliveira@jornaldebrasilia.com.br
Quem almoça fora de casa já deve ter percebido que o preço da refeição está cada vez mais salgado. Apesar de a inflação dos alimentos no Distrito Federal ter registrado queda de 0,46%, um estudo da Companhia Brasileira de Soluções e Serviços (CBSS), administradora de cartões de alimentação, em parceria com o instituto Datafolha, revela que Brasília é a segunda capital onde o valor do prato feito é o mais caro do País (R$ 30,21), ficando atrás apenas do Rio de Janeiro (R$ 31,02). Mesmo assim, o maior aumento registrado entre o ano passado e 2011 foi na capital federal: 37,3%.
Para Marco Aurélio Chinatto, coordenador de Inteligência de Mercado da CBSS, os preços altos podem ser explicados pela lei da oferta e da procura. “Como em outras grandes cidades, onde a população precisa enfrentar trânsito carregado para se deslocar na hora do almoço, em Brasília cada vez mais pessoas se vêem obrigadas a se alimentar fora de casa. Isso faz com que a demanda aumente e, consequentemente, os preços subam”, observa.
“Em segundo lugar, podemos ressaltar a relevância da região, que é o maior centro político do País e também um grande polo econômico e financeiro. Como consequência, possui não só funcionários públicos com alto poder aquisitivo, como trabalhadores da iniciativa privada com rendimentos acima da média nacional. Isso faz com que os preços aumentem, principalmente nas regiões que concentram comércio e serviços”, enumera Chinatto.
Leia mais na edição deste domingo (10) do Jornal de Brasília