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Economia

Alckmin: mesmo com tarifaço e dificuldades geopolíticas, Brasil teve recorde de exportações

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça

Redação Jornal de Brasília

06/01/2026 16h47

Foto: Agência Brasil

Brasília, 06 – O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, disse, nesta terça-feira, 6, que o Brasil bateu recorde nas exportações mesmo em um ano difícil na geopolítica, com tarifaço dos Estados Unidos. “Mesmo com o tarifaço americano, com as dificuldades geopolíticas, batemos aí um recorde na exportação de US$ 348,7 bilhões. Também tivemos um recorde na questão da importação”, afirmou.

A balança comercial brasileira registrou superávit comercial de US$ 68,3 bilhões em 2025, segundo dados divulgados nesta terça pela Secretaria de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/MDIC).

O valor foi alcançado com exportações de US$ 348,7 bilhões e importações de US$ 280,4 bilhões. O resultado é o terceiro melhor da série histórica, atrás de 2023 e 2024.

O resultado das exportações foi US$ 9 bilhões maior que o então recorde para a série histórica de 2023.

O MDIC destacou que a queda de 6,6% nas exportações para os EUA no ano passado ficou concentrada entre agosto e dezembro. A maior redução ocorreu em outubro (-35,4%). Em dezembro, porém, houve melhora, com queda de 7,2% e embarques acima de US$ 3 bilhões (US$ 3,4 bilhões).

Alckmin também comemorou o resultado o crescimento no volume de exportações brasileiras. Segundo ele, o número é mais que o dobro do avanço do resto do mundo.

“O nosso volume em termos de exportação cresceu 5,7%. O mundo cresceu 2,4%. Então, nós crescemos mais que o dobro que o comércio global… o que mostra boa resiliência e boa competitividade dos produtos brasileiros”, disse o vice-presidente.

Quadro melhor em relação aos EUA

O vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços disse que o quadro melhorou em relação ao tarifaço dos Estados Unidos. Segundo ele, o trabalho continua e será acelerado.

Ele afirmou querer excluir mais produtos das alíquotas de 50% e reduzir estas tarifas também. Alckmin disse que são 22% dos produtos brasileiros que ainda estão sujeitos a essa carga mais alta dos EUA.

“O trabalho continua e vai ser acelerado. Para esses 22% que ainda estão com tarifa de 10 mais 40, nós excluirmos mais produtos e reduzirmos as alíquotas. Até porque a tarifa média de entrada de produto estadunidense no Brasil é 3,7%”, afirmou a jornalistas depois do anúncio do resultado da balança comercial brasileira de 2025.

Lula e Trump

Geraldo Alckmin disse também que os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, têm um bom relacionamento. Segundo ele, as conversas com os EUA avançaram e vão avançar ainda mais.

“Em relação à questão internacional, o presidente Lula tem com o presidente Trump um bom relacionamento, já tiveram vários encontros, as conversas avançaram e a nossa tarefa é avançar ainda mais. A gente pode ter um ganha-ganha, uma pauta muito positiva”, afirmou Alckmin, inclusive fora do tema tarifário – como no caso da exploração de terras raras, por exemplo.

E completou: “Você tem uma agenda de interesses importantes para os países, passando por terras raras, big tech, data centers. Esperamos em fevereiro ter a aprovação do Redata, que é a medida provisória que estimula a instalação de data centers no Brasil “

Novos acordos

O ministro declarou ainda que há uma boa expectativa para fechar um acordo de livre comércio entre o Mercosul e os Emirados Árabes Unidos. Além disso, citou que trabalha para aumentar preferências tarifárias com Índia, México e Canadá.

“Estamos aí com uma boa expectativa de que possa haver um acordo de livre comércio entre Mercosul e Emirados Árabes Unidos. E estamos trabalhando, aí não é livre comércio, mas é para aumentar as preferências tarifárias com Índia, México e Canadá”, disse Alckmin.

Estadão Conteúdo

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