O fabricante europeu de aviões Airbus teve um ano 2007 recorde tanto em pedidos como em aviões entregues, viagra 40mg mas não conseguiu superar seu rival americano Boeing, ampoule e, além disso, a contínua desvalorização do dólar vai levá-la a endurecer seu plano de ajuste nas próximas semanas.
A Airbus recebeu no exercício anterior encomendas de 1.341 aviões no valor de US$ 157,1 bilhões, a preço de catálogo, cerca de 30% acima dos 1.111 de seu recorde anterior em 2005, mas abaixo dos 1.413 obtidos pela Boeing.
Quanto às entregas, a filial da EADS enviou para seus clientes 453 aparelhos, 19 a mais que em 2006.
O presidente da Airbus, Tom Enders, tirou a importância em entrevista coletiva do fato de a Boeing ter ganhado em vendas pelo segundo ano consecutivo.
Do total de vendas conseguidas em 2007, houve 903 aviões da família A320 de um só corredor, 405 das A330/A340/A350 e 23 de seu modelo gigante A380, do qual entregou sua primeira unidade em outubro a Singapore Airlines e a segunda na semana passada.
Enders destacou o bom comportamento do futuro modelo de capacidade média e longo alcance A350, que “está alcançando rapidamente” seu concorrente, o 787 da Boeing.
A Airbus recebeu no ano passado pedidos de 290 unidades deste aparelho – que deve entrar em serviço em 2013 – de 12 clientes, e no total a carteira de pedidos é de 292.
Para 2008, o presidente considerou prematuro adiantar por enquanto um número de vendas e comentou que “as perspectivas da indústria são muito boas, mas não no nível de 2007”.
Ele se aventurou a dizer que a empresa tem a intenção de entregar mais de 470 aviões, e para isso aumentará a freqüência: 34 unidades dos A320 ao mês (que passarão para 40 em 2010), oito dos A330/A340 também ao mês (10 em 2010) e 13 A380 em todo o ano (4 mensais previstos para 2010.
A mais longo prazo, Enders lembrou que a carteira de pedidos no final de 2007 era de 3.421 aviões por entregar, o que equivale a cinco ou seis anos de atividade.
Além disso, o responsável comercial ressaltou que a Airbus está “bem posicionada” em mercados com forte potencial como China ou Índia.
Uma das grandes nuvens que obscurece o futuro da companhia européia é a contínua desvalorização do dólar frente ao euro, invocada como razão para que sejam adotadas “medidas adicionais” ao plano de ajuste “Power 8” apresentado há dez meses e meio, e que já previa então como principal ponto a supressão de 10.000 empregos na Europa.
O presidente da Airbus não quis dar detalhes sobre seu conteúdo, que deveria ser conhecido a partir do final do mês, embora tenha adiantado que não há planos para cortes suplementares (de empregos) em 2008.
Em 2007 foram cumpridos amplamente os objetivos do “Power 8”, como por exemplo a redução de pessoal de estrutura da Airbus e de seus fornecedores na Europa em 3.000 pessoas, ou com a economia de despesas em cerca de 500 milhões de euros.
O diretor-geral da companhia Fabrice Brégier, deu algumas pistas sobre o endurecimento do plano de ajuste ao insistir em que deve aumentar o peso da atividade da empresa fora da Europa, embora também tenha dito que isso pode ser conseguido sem corrosão do emprego no Velho Continente.
Brégier deu como exemplo a construção de uma nova planta para a montagem da versão de carga do A330 com 1.000 empregados nos Estados Unidos, condicionada à obtenção de um contrato de aviões-tanque para o Exército do país.
Outro dos pontos negros do balanço da Airbus em 2007 foi o programa de seu avião de transporte militar A400M, cuja montagem final é feita em Sevilha, e que acumula atrasos de entre seis meses e um ano.
O diretor-geral disse que os 352 milhões de euros que já tinham se estabelecido como provisão nas contas de 2006 para enfrentar as perdas por causa desses atrasos, terá que acrescentar finalmente cerca de 1 bilhão de euros nas de 2007.
Brégier tem esperança de que não haverá novos adiamentos que ajudem mais provisões em 2008, e para isso tem que se cumprir o calendário atual.