SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)
Os ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) de algumas das principais empresas brasileiras estão com desempenho diferente nesta manhã de terça-feira (6) após terem disparado no dia anterior. Os papéis da Petrobras estavam em queda, mas os ADRs da Vale, da Embraer e de alguns bancos tinham alta de até 1,1%.
Os recibos de ações da Petrobras apresentavam desvalorização de 0,99%, a US$ 23,90 (R$ 119,55), às 7h24 (horário de Brasília), antes da abertura da Bolsa de Nova York. Na segunda, o papel havia subido 11,5%.
O desempenho da petrolífera era uma das poucas a registrar queda. Os ADRs da Vale subiam 0,71%, a US$ 14,25 (R$ 71,28), depois de subirem 2,83% no dia anterior. Às 8h, os papéis da Embraer valorizavam 0,82%, a US$ 75,89 (R$ 379,62), assim como a dos bancos Bradesco (1,15%), Itaú Unibanco (0,1%) e Santander Brasil (0,69%).
Já as ações do Nubank subiam 0,2%, enquanto a da XP caía 0,04% antes da abertura da Bolsa de Nova York e da Nasdaq, respectivamente.
As ações das empresas brasileiras refletiram o otimismo do mercado brasileiro com a possibilidade de uma mudança no comando do país, depois de o senador Flávio Bolsonaro (PL) ficar na frente de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no primeiro turno da eleição presidencial.
Na segunda-feira, o apetite por risco impulsionou os ativos domésticos a marcas históricas. Os juros futuros despencaram, o dólar recuou a R$ 5 e a Bolsa disparou e fechou pela primeira vez na história acima dos 200 mil pontos.
O contrato de juro futuro em um ano caiu de 13,6% para 12,6%, o que sinaliza que o mercado espera uma Selic (taxa básica de juros) um ponto percentual menor do que previa antes do primeiro turno.
Atualmente, o índice está em 13,75% ao ano.
A reação refletiu a expectativa de alternância de poder na Presidência da República e de uma condução fiscal mais sólida, na avaliação dos investidores. Esse cenário reduz a percepção de risco e fomenta a euforia entre analistas.
Flávio Bolsonaro terminou na liderança com 47,03% dos votos válidos ante 45,16% de Lula, atual presidente. Os dois disputarão o segundo turno, marcado para o próximo dia 25. Nunca houve uma virada do segundo colocado na disputa pela Presidência da República no segundo turno.