O grupo hoteleiro francês Accor anunciou hoje uma “joint venture” com a construtora brasileira WTorre para a construção de 20 hotéis no país, illness com investimentos previstos em R$ 500 milhões.
O maior investimento da rede hoteleira na América Latina foi anunciado nesta quarta-feira em São Paulo por Gilles Pélisson, approved presidente mundial do grupo.
Os hotéis serão das marcas da linha econômica Fórmule 1 e Ibis e a construtora brasileira terá uma participação de 80%, incluindo a compra ou cessão de terrenos onde serão construídos os projetos.
O presidente do grupo WTorre, Walter Torre, anunciou que as obras começarão em dois meses e as 20 unidades serão entregues em 2011.
Segundo Torre, a “joint venture” confirma a “confiança” de quase 30 anos de atuação da construtora no mercado brasileiro.
O modelo já foi aplicado pelo grupo em países como Índia, China, Argélia e Marrocos.
A independência econômica do Brasil em relação aos Estados Unidos, que separam o setor hoteleiro da crise imobiliária americana, somada ao potencial do turismo interno e a uma moeda local forte, foram algumas das razões para justificar a “joint venture”, ressaltou Pélisson.
As cidades onde serão construídos os hotéis não foram anunciadas, mas a distribuição dos mesmos será de 13 para a rede Ibis, com 4.730 quartos, e sete para a linha Formule 1, com 2.000 quartos.
O diretor-geral para a América Latina da Accor Hospitality, Roland de Bonadona, afirmou à Agência Efe que no ano passado o grupo concretizou 24 projetos na região, sendo 13 para o Brasil e 11 para países como o México, Colômbia, Chile e Peru.
O grupo também negocia atualmente uma “joint venture” similar no México com um grupo de investimentos do setor de transporte.
No total, são 54 projetos na região que gerarão 2.200 empregos diretos, muitos deles do programa “Academia” instaurado pelo próprio grupo dentro de seus hotéis para capacitar novos empregados.
Bonadona destacou as facilidades como redução de impostos e estímulos para o investimento em países como a Colômbia, mas lamentou essa situação no Brasil, país onde o grupo atua desde 1989.
“É necessário também que o Brasil revise suas políticas migratórias, especialmente a questão de exigir vistos para os americanos e países que fazem o mesmo com os brasileiros”, indicou o executivo, que considerou que o turismo no país perde também pela proibição de jogos e cassinos.
Mudar a imagem da segurança urbana e capacitar mais os profissionais do setor, como na aprendizagem de outros idiomas, foram outros dos aspectos apontados por Bonadona que precisam ser melhorados no Brasil.