41% da população considera que o governo federal tem de priorizar empregos em 2021, em detrimento de outros temas e setores como saúde, segurança pública, educação e combate à corrupção. 39% acredita que a saúde merece prioridade.
Os dados constam na pesquisa Retratos da Sociedade Brasileira, da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Como a margem de erro é de dois pontos percentuais, considera-se que houve empate nos temas saúde e emprego.
As pessoas ouvidas na pesquisa entendem que a ordem de prioridade do governo deve ser a seguinte:
- Geração de empregos – 41%
- Saúde – 39%
- Combate à corrupção – 35%
- Educação – 34%
- Combate à violência e à criminalidade – 25%
Prioridades por região
No Sudeste do país, 39% da população assinalaram a saúde como prioridade, 38% apontaram o emprego, e 33% marcaram o combate à corrupção e 33% defenderam a melhora na educação. Os percentuais não somam 100%, pois cada entrevistado poderia marcar três prioridades.
No Norte/Centro-Oeste, o desemprego é uma preocupação para 52% da população, seguido por combate a corrupção (45%), educação (40%), saúde (40%) e segurança pública (38%).
No Sul, 46% elegeram como prioridade a saúde e 45%, o emprego. O combate à corrupção recebeu 40% das assinalações, educação ficou com 30% e segurança pública com 23%
No Nordeste, 39% consideram que a promoção do emprego deve ser prioridade, seguido de saúde (35%), educação (34%), combate à corrupção (29%) e segurança (25%).
Principais problemas em 2020
O desemprego foi apontado por 51% dos brasileiros como o pior problema de 2020, independente do gênero, idade, renda, instrução, região ou porte do município. Os entrevistados deveriam apontar um problema em uma lista de 28 possibilidades, que incluíam saúde, educação, transporte, segurança e corrupção. A saúde, segundo lugar, recebeu 41% das menções.
Em terceiro lugar aparece a corrupção (36%) seguido da educação (31%). A segurança pública é citada por 25% dos brasileiros, sendo o quinto mais citado entre os três principais problemas do país em 2020.
O diretor de Desenvolvimento Industrial e Economia da CNI, Carlos Abijaodi, avalia que o desemprego preocupa muito, principalmente, em um ambiente de baixo crescimento econômico. “A economia brasileira encolheu no ano passado e estamos com uma taxa de desemprego muito alta. O único caminho para a retomada da economia, com ganhos na saúde e no emprego, é a vacinação em massa da população. Só assim haverá o retorno seguro dos brasileiros às atividades diárias, a recuperação do mercado consumidor e a volta à normalidade nas atividades produtivas”, defende.