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Pós-graduação brasileira cresce 21% em programas de excelência

Avaliação Quadrienal da Capes revela avanço, com maiores ganhos nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.

Redação Jornal de Brasília

10/02/2026 21h38

O Ministério da Educação (MEC) e a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) divulgaram, nesta terça-feira, 10 de fevereiro, a Avaliação Quadrienal 2021–2024, que avalia a qualidade dos programas de pós-graduação stricto sensu (mestrado e doutorado) no Brasil. A divulgação ocorreu durante um encontro com a imprensa em Vitória (ES).

De acordo com os resultados, 808 programas alcançaram notas de excelência (6 e 7), representando um aumento de 21% em relação ao ciclo anterior de 2017–2020, que registrou 667 programas nessa categoria. Ao todo, 4.555 programas foram avaliados por 1.980 consultores em 50 áreas de avaliação.

As regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste apresentaram os maiores percentuais de aumento no número de programas de excelência. A Região Norte registrou o maior avanço na quantidade de programas com notas entre 3 e 7, com crescimento de 12% (de 275 para 308). Em seguida, o Centro-Oeste teve aumento de 4,9% (de 385 para 404), e o Nordeste, de 3,4% (de 910 para 941). As regiões Sul e Sudeste mantiveram-se praticamente estáveis em relação ao ciclo anterior.

A excelência é mais presente nos programas de pós-graduação das instituições públicas, alcançando 18,6% dos seus programas, contra 13,1% nas instituições privadas. O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que as melhores pós-graduações estão nas universidades públicas e instituições comunitárias, e que mais da metade das instituições privadas não atingiu nota suficiente para manutenção dos cursos. “São as instituições públicas que garantem a pesquisa e a inovação em nosso país”, afirmou.

A presidente da Capes, Denise Pires, enfatizou o impacto do investimento retomado pelo governo federal em 2023, sob a gestão do ministro Camilo Santana e do presidente Lula. “Isso mostra que a academia responde ao aumento do financiamento, mesmo em regiões com maior assimetria, como Norte, Nordeste e Centro-Oeste”, explicou.

Entre os programas avaliados, 1.272 (28%) aumentaram a nota, e 2.721 (60%) mantiveram a pontuação anterior, graças em parte ao Programa de Redução de Assimetrias da Pós-Graduação (PRAPG), financiado pelo MEC via Capes. O número de programas com nota 3 caiu 33%, de 928 para 622, resultando em aumentos nas demais categorias: nota 4 subiu de 1.746 para 1.859; nota 5, de 1.032 para 1.218; nota 6, de 407 para 482; e nota 7, de 260 para 326.

Cento e oitenta novos programas de pós-graduação ingressaram no Sistema Nacional de Pós-Graduação, representando 400 novos cursos de doutorado em programas já existentes com mestrado. No entanto, 382 programas (8% do total) tiveram nota reduzida, e 48 receberam pontuação 1 ou 2, levando ao descredenciamento pelo MEC.

O primeiro programa de pós-graduação na modalidade profissional a alcançar nota 6 de excelência é o da área de Propriedade Intelectual do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi).

A Avaliação Quadrienal, promovida pela Capes a cada quatro anos, visa garantir padrões de excelência, orientar o aperfeiçoamento e subsidiar decisões de fomento, regulação e expansão do Sistema Nacional de Pós-Graduação. O processo segue princípios como avaliação por pares, comparabilidade, análise retrospectiva, classificação, colaboração e transparência. Os resultados estão disponíveis em http://capes.gov.br/resultadoavaliacao2025.

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