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Mulheres da ciência em instituições federais são premiadas

O 2º Prêmio Mulheres e Ciência reconheceu contribuições femininas à pesquisa em universidades e institutos vinculados ao MEC.

Redação Jornal de Brasília

05/03/2026 20h52

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Foto: Ângelo Miguel/MEC

Professoras e alunas de universidades e institutos federais vinculados ao Ministério da Educação (MEC) foram premiadas nesta quinta-feira, 5 de março, no 2º Prêmio Mulheres e Ciência. A iniciativa visa reconhecer a contribuição das mulheres para o avanço da ciência, da inovação e da tecnologia no Brasil.

O prêmio é desenvolvido em parceria com o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), os ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e das Mulheres, o British Council Brasil e o Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe.

São quatro categorias: Incentivo, para mulheres de 15 a 29 anos participantes do Programa Asas para o Futuro; Estímulo, para pesquisadoras que concluíram o doutorado a partir de 2010; Trajetória, para aquelas que terminaram o doutorado até 2009; e Mérito Institucional, para instituições com planos de ação para igualdade de gênero.

A presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Denise Pires, participou da cerimônia e parabenizou as vencedoras. Ela destacou a histórica falta de reconhecimento das mulheres na ciência, como a desigualdade salarial, e a importância de promover a igualdade de gênero. Segundo Pires, o Brasil ocupa o terceiro lugar em presença feminina entre pesquisadores, atrás de Portugal e Argentina, mas ainda não atinge 50% de pesquisadoras. Na pós-graduação, há maioria feminina, com 55% de mulheres mestrandas e doutorandas.

Na categoria Incentivo, destinada a alunas do ensino médio, Lara Dourado Borges, do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), foi a vencedora, seguida de Raíssa da Luz Rangel, do Instituto Federal da Bahia (Ifba), e Laíza Bride, do Sesi – Departamento Regional do Espírito Santo. Elas receberam R$ 5 mil, certificado e passagem aérea para congresso científico no Brasil.

Na Estímulo, Letícia Couto Garcia, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), venceu em Ciências da Vida; Rita de Cássia dos Anjos, da Universidade Federal do Paraná (UFPR), em Ciências Exatas, da Terra e Engenharias; e Gabriela Lotta, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes. As premiadas ganharam R$ 20 mil, certificado, passagens aéreas e até seis diárias para congresso no país ou exterior.

Na Trajetória, Liliam Cristina Barros Cohen, da Universidade Federal do Pará (UFPA), foi premiada em Ciências Humanas e Sociais, Letras e Artes; Teresa Bernarda Ludermir, da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), em Ciências Exatas e da Terra, e Engenharias; e Deborah Malta, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Ciências da Vida. Elas receberam R$ 40 mil, certificado e possibilidade de missão ao Reino Unido.

No Mérito Institucional, as vencedoras foram a UFPA, a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e a Universidade Federal do Piauí (UFPI), que ganharam R$ 50 mil para ações de igualdade de gênero, certificado e imersão com o British Council.

O Prêmio Mulheres e Ciência foi instituído pelo CNPq pela Portaria nº 1.965/2024, com o objetivo de promover a participação de mulheres na Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I). O CNPq é pioneiro em prêmios no Brasil desde a década de 70, divulgando avanços científicos em articulação com setores público e privado.

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