Glicério Barros, que superou uma infância marcada por vulnerabilidade social e violência, credita sua trajetória de sucesso a políticas públicas como o Bolsa Família, o Programa Universidade para Todos (Prouni) e o Minha Casa, Minha Vida.
Motivado pelo avô, que insistia na importância dos estudos, Glicério apostou na educação para romper com as desigualdades impostas à população mais pobre. Apesar dos desafios, ele e a esposa se inscreveram no Cadastro Único e começaram a receber o Bolsa Família, essencial para sustentar o casal e os cinco filhos, incluindo um menino com espectro autista adotado pela família. “A questão da alimentação melhorou porque nós vivíamos com o básico do básico”, relatou.
Com o apoio do Prouni, que concedeu bolsa integral de 100% da mensalidade, Glicério se formou em engenharia elétrica. A conquista de um imóvel pelo Minha Casa, Minha Vida, após nove anos pagando aluguel, aliviou o orçamento familiar, permitindo investimentos maiores em estudos e alimentação.
Em 2025, aprovado no Concurso Nacional Unificado (CNPU), Glicério ingressou como servidor público federal no Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS). Ele optou por trabalhar na equipe do Programa Cisternas, programa que gerencia políticas que o ajudaram no passado. “Eu acompanhei no Semiárido a seca antes das cisternas chegarem. Vi as pessoas pararem de ir embora de suas terras e começarem a voltar”, explicou.
Hoje, Glicério devolveu o cartão do Bolsa Família e doou o imóvel do Minha Casa, Minha Vida para a mãe e a avó de 90 anos. “Antes dos programas sociais, nós não vivíamos, nós sobrevivíamos. E, a partir do momento que eu entrei em exercício aqui no MDS, comecei a mudar a vida da minha família, financeiramente e culturalmente”, concluiu.
A história de Glicério foi contada no episódio do podcast Fala MDS desta segunda-feira (13 de abril), disponível em plataformas como Spotify, Amazon, Deezer, Apple Podcasts e SoundCloud.