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CPNU 2 aprova 3.649 servidores com 40,5% via cotas

Segunda edição do concurso unificado consolida inclusão e diversidade no serviço público federal, com avanço na representatividade regional e de gênero.

Redação Jornal de Brasília

17/03/2026 17h57

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Foto: Adalberto Marques

A segunda edição do Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2) aprovou 3.649 pessoas para o serviço público federal, com 40,5% das seleções ocorrendo por meio de cotas, consolidando a política de inclusão. A ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, apresentou os dados consolidados nesta terça-feira (17/3), destacando o avanço na representatividade social e regional sem aumento de despesas com pessoal em relação ao PIB.

Coordenado pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) em parceria com a Escola Nacional de Administração Pública (Enap), o concurso atraiu candidatos de 578 municípios de todos os estados brasileiros. A distribuição regional dos aprovados mostra equilíbrio, com o Sudeste representando 34,5%, Nordeste 29,3%, Centro-Oeste 25,3%, Sul 5,7% e Norte 5,2%. A região Nordeste registrou aumento de 26% para 29,3% em relação à primeira edição, demonstrando o alcance do modelo unificado que permitiu provas em 196 cidades próximas aos residenciais.

No perfil de diversidade, 40,5% dos aprovados se inscreveram pelas vagas reservadas para pessoas negras, indígenas, quilombolas ou com deficiência, um avanço de 33,6% no CPNU 1. Desses, 29,7% são pessoas negras, 2% indígenas, 1,2% quilombolas e 7,6% com deficiência. A participação feminina também cresceu, alcançando 48,4% dos aprovados, contra 37% na edição anterior, enquanto as mulheres representaram 60% das inscrições.

Comparado ao CPNU 1, que teve 2.114.145 inscrições e 6.640 vagas em 21 órgãos, o CPNU 2 registrou 761.545 inscritos para 3.652 vagas em 32 instituições, refletindo ajustes e maior adesão. A presença de pessoas negras nas candidaturas subiu de 18,8% para 27,7%, e nas cotas de 21,5% para 33,1%.

O CPNU integra 50 medidas de modernização do serviço público desde 2023, incluindo recomposição de quadro após anos de redução de contratações. Entre 2023 e março de 2026, 19.381 pessoas ingressaram, contra 16.546 aposentadorias. Para 2026-2030, projeta-se a saída de mais 70 mil servidores. Autorizações recentes incluem 2.050 vagas para o INSS, 1.097 para analistas ambientais e outras para polícias e agências reguladoras.

Dweck enfatizou que o processo respeitou limites fiscais, com despesa com pessoal estável em 2,6% do PIB e crescimento real abaixo de 2,5%. O modelo unificado visa reconstruir capacidades estatais, tornando o serviço público mais diverso e alinhado à população brasileira.

O resultado final foi divulgado em 16/3, com listas no site da FGV. A partir de 16/3/2026, iniciam nomeações, investigações e formações, com prazos específicos para etapas como Ficha de Informações Pessoais até 24/3/2026 e documentação para provas orais em abril.

*Com informações do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos

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