A classificação para a semifinal do Grand Prix veio, mas não do jeito que o técnico José Roberto Guimarães queria. Nesta sexta-feira, na cidade de Reggio Calabria, a seleção feminina do Brasil enfrentou o Japão, equipe mais fraca da chave, e começou atrás para somente a partir do segundo set deslanchar rumo ao triunfo por 3 a 1.
E foi justamente o início apagado que deixou Zé Roberto irritado ao final da partida. Líder invicto, ele queria uma vitória contundente para que o Brasil chegasse à semifinal ainda mais embalado. “Sempre foi assim contra o Japão, sempre tivemos dificuldades. Mas não podemos entrar tão devagar assim. Perdemos 11 contra-ataques só no primeiro set e 30 em todo jogo”, lamentou.
Zé Roberto ainda detectou outra falha. Para ele, faltou às jogadoras dedicação maior, muito em parte pelo fato de o grupo já estar praticamente classificado às semifinais e também por enfrentar um adversário desanimado após a fraca atuação contra a Rússia, na quinta-feira, quando caiu por 3 a 0.
“O Japão sempre joga no erro e a equipe acabou se perdendo, perdendo o raciocínio. E elas vinham de uma derrota para a Rússia por 3 a 0, uma atuação muito fraca e isso deixou as meninas acomodadas”, garantiu o treinador.
Apesar do susto, Zé Roberto garantiu que o Brasil está no caminho certo para conquistar o hexacampeonato do Grand Prix e já fez suas previsões de quem pode enfrentar neste sábado. “O ponto positivo foi que ganhamos, classificamos e amanhã é outra história. Acho que devemos enfrentar Cuba”, concluiu.
Cuba aguarda o último jogo desta sexta-feira, válido pelo Grupo A, entre Itália e China. Líderes da chave, as asiáticas estão próximas de ficarem em primeiro e precisam de outro triunfo ou de uma derrota parelha. Assim, Cuba, que bateu as donas da casa, ficaria com a segunda vaga e seria o adversário do Brasil na semi.