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Brasil

Zé Roberto elogia grupo e diz que o trabalho continua

Arquivo Geral

16/11/2006 0h00

Campeão olímpico em 1992 no comando da seleção masculina do Brasil, o técnico José Roberto Guimarães mais uma vez não conseguiu dar um título de peso ao feminino. Mas nem por isso quis saber de desânimo no final do jogo. Para ele, o que ficou marcado foi a ótima campanha da equipe ao longo de todo o Campeonato Mundial.

No Japão, o Brasil ficou invicto durante toda a competição e só perdeu sua primeira partida justamente na final, para a Rússia, adversária que havia batido na fase de classificação. Foi ainda aclamado por vários adversários como o melhor time do momento, o que só deixou Zé Roberto orgulhoso.

Por isso mesmo, fez questão de elogiar o grupo. “Fizemos o possível em termos de jogo. Estrategicamente tentamos anular a Sokolova. Mas o time é jovem e precisa amadurecer com momentos como esse. É normal, nosso time foi muito bem e estou feliz com o que elas mostraram. Tivemos o respeito de todo mundo e só tenho a agradecer”, disse.

À frente da equipe desde 2003 e trazido como solução ao conturbado trabalho de Marco Aurélio Motta, que rendeu boicote das principais jogadoras na ocasião, Zé Roberto elevou o nível do vôlei feminino, tanto que só havia perdido duas competições em 12 disputadas (uma delas as Olimpíadas de Atenas, em 2004).

Nesta nova fase, encontrou atletas de talento, como Fabiana, Sheilla e Jaqueline, campeãs mundiais com as equipes de base, o que garante futuro promissor ao país. “Esse é o trabalho. Começamos com o grupo há dois anos, chegamos a um objetivo agora e faltou pouco para ganhar. Mas o trabalho tem que continuar e elas estão de parabéns. Foi um pecado a gente não ter levado”, destacou.

“Estamos no caminho certo, tudo o que a gente se prontificou a fazer, todo o planejamento, deu certo. Tem que ser importante para o futuro, para as próprias jogadoras passarem a entender, sempre treinando mais, querendo melhorar. Isso é importante e vai ser trabalhado para o futuro”, garantiu o experiente treinador.

Ainda como forma de elevar o moral do time, Zé Roberto fez questão de lembrar de outras conquistas, como a do Grand Prix deste ano, em final contra a mesma Rússia. Ao mesmo tempo, não poupou elogios às adversárias. “Grand Prix é um Mundial. A única diferença é que Mundial é de quatro em quatro anos. E lá a gente venceu a Rússia”, lembrou.

“Mas elas têm um grande time, um trio atacantes excepcional, de altíssimo nível. Fizemos o máximo e agora temos que trabalhar pra nos aproximar da Rússia, que é o melhor time do mundo. Temos que correr atrás”, completou Zé Roberto.

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